Com todos os méritos

Na história recente do futebol, raras foram as competições em que a Espanha não chegou com pinta de “favorita”. Na primeira delas que eu me lembro, esta Euro que agora acaba, saiu campeã. Com todos os méritos, como diria um bêbado famoso.
Não é que o time seja formado por craques, ou que tenha revelado algum esquema revolucionário. A Fúria, porém, atropelou pelo menos três concorrentes de peso, e não se pode dizer que teve sorte em nenhuma de suas vitórias. Se contra a Itália irritou por não conseguir marcar um gol, a dominância que exerceu em campo foi total, o que tornou justa a vitória nos pênaltis.
A Alemanha, por outro lado, jogou tudo o que podia só contra Portugal, e termina o torneio com a sensação de que essa geração não vai “amadurecer” nunca. A equipe não apareceu para jogar a final, assim como já havia aparecido pouco em outros momentos.
Entre os perdedores, destaque para Rússia e Holanda, embora ambas tenham deixado claro que não têm , pelo menos por hora, time para “chegar”.
Fica a clara sensação de que, para fazer bonito na África do Sul, a América do Sul vai ter que comer muito arroz com feijão.



