Colocando o carro na frente dos bois

O futebol é curioso. (Nossa, sério? Que frase mais criativa!) Falando sério: Vanderlei Luxemburgo era criticado por torcida palmeirense e imprensa desde o começo do ano. Motivos não faltavam: as substituições estapafúrdias, os esquemas táticos mal ajambrados, o comportamento meio impaciente com os ímpetos de Marcos, que tem salvo-conduto eterno entre os palestrinos. E, mesmo assim, o técnico seguia firme e forte no Parque Antártica. Bastou criticar a cada vez mais possível transferência de Keirrison, e pronto: Luxa foi demitido. Está fora.

Porém, se é verdade que Keirrison pode estar se precipitando ao dar o passo que é uma transferência para o Barcelona, conforme dito pelo colega Leonardo Bertozzi, Luxemburgo talvez tenha tido um fim abrupto (mas não surpreendente) exatamente pela falta de paciência. Caso houvesse discutido melhor com Toninho Cecílio, com Gilberto Cipullo, com Belluzzo, até com Júlio Mariz (braço-direito de J. Hawilla na Traffic) sobre a saída do jovem avante, talvez soubesse que era muito difícil de evitá-la. E não teria o rompante que teve, dizendo que com ele Keirrison não jogaria mais no Palmeiras. Colocou o carro na frente dos bois e pagou pela língua com o cargo.

Agora, é esperar para ver que rumo tomará a sua carreira. Luxemburgo é, queiram ou não, um técnico de sucesso no futebol brasileiro. Está com o nome marcado na história, pelo que fez entre 1990 e 2005. Mas anda cometendo muitos erros, para alguém com sua marca. Fase ou decadência? Só o tempo dirá.

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Equipe Trivela

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