Brilho eterno de uma Estrela Vermelha

A repercussão da vitória do Barcelona na final da Liga dos Campeões ofuscou, como não poderia deixar de ser todos os outros acontecimentos do mundo do futebol nesse fim de semana. Um aniversário, porém, foi feito neste domingo e merece ser lembrado com carinho: no dia 29 de maio de 1991, o Estrela Vermelha conquistou a Copa dos Campeões com um time que se fragmentou logo depois e deixou rastros de genialidade por toda a Europa.

A final, disputada em Bari, foi muito equilibrada. O adversário era o Olympique de Marseille, que na época tinha a hegemonia do futebol francês e contava com jogadores já consagrados, como Abedi Pelé, Mozer, Chris Waddle e Jean-Pierre Papin. A vitória só veio nos pênaltis, por 5 a 3, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. No Mundial Interclubes, no final daquele ano, vitória sobre o Colo Colo por 3 a 0.

A equipe se desmancharia logo depois. Darko Pancev, autor do gol do título nas penalidades, foi para a Internazionale, onde não teve muita sorte. Vladimir Jugovic, meia habilidoso, atuou com relativo sucesso pelo futebol italiano durante quase dez anos, defendendo as camisas de Sampdoria, Juventus, Lazio e Internazionale e conquistando uma Liga dos Campeões pela Vecchia Signora em 1996.

Outros jogadores tiveram ainda mais sucesso. Dejan Savicevic, um dos maestros da equipe, mudou-se para o Milan, onde ficou entre 1992 e 1998, conquistando três Campeonatos Italianos e uma Liga dos Campeões em 1993/94, comandando a equipe na vitória por 4 a 0 sobre o Barcelona, de Romário e Stoitchkov na final. Robert Prosinecki, hoje técnico do clube, passou por Real Madrid e Barcelona e foi um dos comandantes da seleção croata que chegou às semifinais da Copa do Mundo de 1998.

Quem também brilhou posteriormente foi Sinisa Mihajlovic, então meia, foi recuando ao longo da carreira até virar zagueiro, defendeu Lazio e Internazionale e foi campeão italiano três vezes. O zagueiro romeno Miodrag Belodecici, um dos primeiros jogadores a atuar fora de seu país, mudou-se para o Valencia e também atuou pelo Valladolid.

Em tempos atuais, soa inimaginável a possibilidade da façanha ser repetida. A Iugoslávia, tal qual aquele time, se fragmentou, e o Estrela Vermelha agora disputa o Campeonato Sérvio, que perdeu nas últimas quatro temporadas para o Partizan. Além disso, em um contexto pós-Lei Bosman, é difícil competir com times que dispõem de um orçamento muito maior. Fatos que aproximam ainda mais aquela conquista dos fanáticos – e muitas vezes extremamente violentos – torcedores do clube, a uma distância muito menor do que os 20 anos cronológicos podem sugerir.

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Equipe Trivela

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