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Bolívar: “A Inter é o tipo de equipe que não erra”

Bolívar é o capitão do Internacional e, caso o time conquiste o título do Mundial de Clubes, será o responsável por levantar a taça. Ou seja, será dele a imagem que ficará eternizada na história. E o capitão colorado tem noção de sua importância.

Nesta conversa com a Trivela, Bolívar falou sobre a preparação do Inter e garantiu que o time tem acompanhado os jogos das Internazionale.

Você venceu a Libertadores com o Inter em 2006 e 2010, mas logo após a primeira conquista foi negociado com o Monaco e ficou fora do time campeão mundial. Conquistar o título neste ano será como uma redenção para você?
Eu estou levando isso muito em consideração. Ficou em aberto no meu currículo essa conquista, e agora tenho uma segunda chance. Todo jogador quer ir para a Europa, e tive essa oportunidade de ir após a Libertadores, e assim fiquei fora do Mundial. Agora quero aproveitar que vou poder jogar.

Você é o capitão do time, muito respeitado pela torcida e já levantou a taça da Libertadores. Vencer o Mundial te colocará entre os grandes da história do clube?
Acredito que sim. Todos sabem a importância da Libertadores, e consequentente do Mundial na sequência. O torcedor já me vê com um carinho enorme, e não digo será como fechar com chave de ouro porque muitas conquistas ainda virão, mas vencer esses dois títulos certamente me deixará eternizado na história do clube.

O Internacional enfrentará Pachuca ou TP Mazembe na semifinal da competição. O que você pode falar sobre cada um desses adversários? O Inter, e seus jogadores, já têm muitas informações sobre cada um deles?
O Celso estuda muito os nossos adversários. Ele já nos passou alguma coisa, mas vamos poder acompanhar o jogo entre eles lá. Vamos ver na prática o que o adversário tem de ruim, e isso ajuda muito. De qualquer modo, estamos frisando muito que a semifinal é muito mais complicada do que a final. Por causa da ansiedade, por ser a estreia.

E o que já foi passado para vocês sobre as equipes?
Sobre o time africano, eu joguei no futebol francês, onde há uma colônia africana muito grande. É uma equipe de muita força e velocidade, que não respeita a tática. Eles jogam mais na alegria, emoção, e não guardam posicionamento. Isso pode ser um fator a ser explorado por nós. O futebol mexicano é mais parecido com o nosso. É um time que trabalha bem a bola, principalmente vindo de trás. serão dois adversários muito complicados.

E o que falar sobre a Internazionale, principal candidato ao título junto com o Inter? Quais são os pontos fortes da equipe italiana?
Temos acompanhado bastante os jogos deles. As partidas da Inter sempre acontecem antes dos nossos treinamentos, então conseguimos assistir. É uma equipe com jogadores de muita qualidade, que taticamente são muito obedientes. Os times europeus são assim, e a Inter ainda tem o Eto'o, um jogador de muita velocidade e que pode decidir a partida. Além dos brasileiros do time, que são muito bons também. Se passarmos, assim como a Inter, será um jogo onde temos que ter erro zero. A Inter é o tipo de equipe que não erra.

Você acha que os adversários, principalmente a Inter, também chegarão ao torneio muito bem preparados? Ou seja, ciente dos times que enfrentarão?
Acredito que a preparação não seja igual a nossa. Falando sobre a Inter, por disputarem competições paralelas e priorizarem a Liga dos Campeões, principalmente.

Acha que a preparação do Inter, que não deixou o Brasileirão de lado como muitos clubes já fizeram no passado, foi adequada?
Estamos nos preparando bem há algumas semanas, desde quando ficamos sem chances de conquistar o título. A partir do momento em que não havia mais pontuação suficiente, é normal priorizar outra competição. Fizemos uma preparação bem feita, para chegarmos bem fisicamente, taticamente e mentalmente. Nossos profissionais da parte física são excelentes, e souberam fazer tudo certo.

Obviamente são dois torneios totalmente diferentes, mas qual é mais difícil vencer: Libertadores ou Mundial?
A Libertadores, pelo fato de ter de passar pela fase de grupos, depois oitavas, quartas, semifinais e as finais. Claro que o Mundial é muito complicado também, já que na final, na teoria, enfrenta-se um time muito forte. Mas nesse caso o nosso time pode estar em um dia feliz e o adversário não.

Sobre o técnico Celso Roth: qual foi a importância da chegada dele para o time?
Acho que a direção acertou na troca da comissão, ao fazer a saída do Jorge Fossati e a chegada do Celso. Vínhamos muito bem na Libertadores e alternando bons e maus momentos no Brasileiro. O Celso teve 30 dias para trabalhar o time na pausa para o Mundial, e isso foi fundamental para acertar o time, que já estava bem, mas foi importante. Desde a chegada o Celso teve a desconfiança da imprensa e da torcida, mas tinha a confiança de um grupo vencedor.

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Equipe Trivela

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