Bierhoff: cabeça boa para gols e xampu

Em tempos de atacantes que jogam até os quarenta anos, Olivier Bierhoff até que ainda poderia estar marcando seus gols nos gramados gelados da Alemanha. Preferiu, porém, trabalhar como gerente da seleção da Alemanha. No último dia primeiro, o ex-atacante teutônico completou 40 anos de muitos gols.

Mesmo como eterno reserva de Klinsmann na seleção, Bierhoff marcou 37 gols em 70 partidas defendendo a camisa da Alemanha. Comparando-o com o “Bombeiro Dourado”, sua média é até melhor, já que o técnico da seleção na última Copa do Mundo fez 47 gols em 108 cotejos.

Com participações em duas Copas do Mundo e duas Eurocopas, sua atuação mais importante foi na final da Euro 1996. Klinsmann jogou machucado a final contra a República Tcheca, mas Bierhoff estava no banco. Logo após substituir Scholl, marcou o gol de empate – de cabeça -, que levou o jogo para a prorrogação, quando o atacante, na época da Udinese, fez mais um recebendo um passe do detonado Klinsmann, dando o título aos alemães. Um gol histórico por ter garantido o troféu e por ser o primeiro gol de ouro da história em competições internacionais.

Na Udinese, o atacante de 1,91m teve sua melhor fase. Jogando lá de 1995 a 1998, fez 57 gols em 96 jogos. Foi artilheiro do Campeonato Italiano na temporada 1997-98 com 27 gols (Ronaldo, já Fenômeno, fez 25 nesta temporada) e ainda foi escolhido como o melhor jogador alemão de 1998, o que levou o Milan a contratá-lo. Antes. jogando no seu país natal, Bierhoff atuou por três equipes (Bayer Uerdingen, Hamburger SV e Borussia Mönchengladbach) e não fez muitos gols. Atacante de explosão, foi se destacar, na temporada 1990-91 pelo SV Austria Salzburg (atual FC Red Bull Salzburg), pelo qual fez incríveis 23 gols em 32 jogos.

Atuou na Itália também pelo Ascoli e pelo Chievo Verona, onde encerrou a carreira. É até hoje é um dos oriundi que mais marcaram na Série A: 103 gols em 203 jogos. A característica mais marcantes de tantos gols era o forte cabeceio. Para alguns especialistas, foi o maior cabeceador do futebol mundial. Mas o poderoso chute com o pé direito não pode ser ignorado, como no famoso gol da final da Euro 96.

Antes de atuar no Ascoli, passou pelo Mônaco, onde sua fonte de gols começou a secar. Mas seu futuro era o futebol. Hoje, é o severo gerente da seleção alemã. Na Copa de 2006 foi o grande responsável pela rigidez implantada, proibindo que os atletas tivessem colunas em jornais ou na internet. Logo ele, que na Copa de 1998 foi assunto por causa de um comercial de xampu.

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