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Barcelona domina tudo, menos o placar: Chelsea 1 a 0

Foi um massacre. Na posse de bola, 79% a 21%, nos chutes a gol, 24 a 4, na precisão dos passes, 93% a 77%. O confronto entre Barcelona e Chelsea poderia ser descrito assim, completando pelo seguinte: o placar foi 1 a 0 para os Blues. Porque, afinal, esporte é isso. Os ingleses levam a vantagem da vitória pelo placar mínimo para o Camp Nou.

O Barcelona teve a posse de bola quase o tempo todo e ataca, atacava, atacava. Não foi nenhuma novidade para Roberto Di Matteo. O treinador sacrificou Juan Mata na marcação em prol de um time bem armado defensivamente.O espanhol não brilhou como em outros jogos, mas o time foi muito bem atrás. O Barcelona, no segundo tempo, sofreu e não conseguiu marcar um gol sequer.

Alexis Sánchez recebeu na frente em lindo lançamento de Iniesta e, livre, tocou por cima do goleiro Petr Cech. A bola bateu na trave, voltou para o campo e a zaga tirou.

Em uma grande jogada de Messi, o argentino passou por todo mundo pelo lado esquerdo, a bola foi para Iniesta, que chutou para defesa de Cech. A bola foi para o meio, onde Cesc Fràbregas estava solto para finalizar, mas ele furou.

Em um lance pela esquerda, Iniesta e Cahill disputaram uma bola que os blaugranas pediram pênalti. Embora o jogador espanhol tenha caído dentro da área, a falta aconteceu fora. Mas o árbitro sequer deu falta.

Aos 42 minutos, em um ataque puxado por Messi pelo meio, o argentino passou para Fàbregas tocar por cima de Cech. Quase em cima da linha, o lateral Ashley Cole tirou a bola. Mais uma grande chance perdida pelo Barcelona, dominante até ali na partida.

Tudo levava a crer que o Barcelona sairia do primeiro tempo vencendo. Só não combinaram com Lampard, que fez um belo lançamento para Ramires na esquerda. O brasileiro avançou, entrou na área e passou para o meio, preciso, nos pés de Drogba. O atacante bateu de primeira para colocar na rede: 1 a 0 para o Chelsea. Os Blues foram para o intervalo vencendo a partida.

No início da segunda etapa, uma boa jogada de Adriano pela esquerda, puxando para o meio e batendo colocado. A bola foi no cantinho e Cech fez boa defesa. Assim como no primeiro tempo, os blaugranas – trajados de preto em Londres – tinham mais a bola e impunham sua filosofia de jogo.

Fàbregas deu uma cavadinha fantástica para Alexis Sánchez, que perdeu mais um gol ao demorar para finalizar e ser incomodado por um esforçado Gary Cahill, muito bem no jogo. Messi era quem mais tentava resolver, partindo do meio-campo em arrancadas perigosas. A defesa do Chelsea, porém, ia muito bem na marcação. Tanto que um dos poucos números que o Chelsea foi melhor foi justamente o de desarmes. Foram 25 desarmes do Chelsea contra 12 do Barcelona. E, no fim, isso faria alguma diferença no placar.

Sem conseguir fazer seu jogo resultar em gol, o Barcelona usou a arma dos times mortais: a bola parada. Em um levantamento para a área feito por Messi, Puyol desviou de cabeça e a bola foi no cantinho, mas Cech fez mais uma grande defesa.

Já nos acréscimos, mais um lance inacreditável. Em um lance pelo meio, Messi teve a chance de chutar, mas Cahill chegou muito bem na cobertura. A bola sobrou para pedro na esquerda e o atacante chutou colocado. A bola bateu na trave e voltou para o meio, onde estava Sergio Busquets, mas o volante bateu muito mal e mandou por cima. Foi a última chance perdida pelo Barcelona. Ao final do massacre de números, o Chelsea venceu apenas onde pretendia: no placar.

O Barcelona terá que vencer em casa para avançar. O placar de 1 a 0 para os catalães leva a disputa para a prorrogação, enquanto qualquer outra vitória por um gol de diferença em favor dos Blaugranas dá a vaga ao Chelsea. Vitória por dois ou mais gols de diferença, claro, dá a vaga ao Barcelona.

Chelsea 1×0 Barcelona

Local: estádio Stamford Bridge, em Londres (ING)
Data: 18/abr, quarta
Árbitro: Felix Brych (ALE)
Gols: Didier Drogba aos 47’/1T (Chelsea)
Cartões Amarelos: Ramires, Didier Drogba (Chelsea), Pedro Rodríguez, Sergio Busquets (Barcelona)

Chelsea
Petr Cech; Branislav Ivanovic, Gary Cahill, John Terry e Ashley Cole; Obi Mikel, Raul Meireles, Frank Lampard, Ramires (José Bosingwa aos 43’/2T) e Juan Mata (Salomon Kalou aos 28’/2T); Didier Drogba. Técnico: Roberto Di Matteo

Barcelona
Victor Valdés; Daniel Alves, Carles Puyol, Javier Mascherano e Adriano; Sergio Busquets, Xavi (Isaac Cuenca aos 41’/2T), Iniesta, Cesc Fràbregas (Thiago Alcântara aos 23’/2T); Lionel Messi e Alexis Sánchez (Pedro Rodríguez aos 26’/2T). Técnico: Pep Guardiola

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Equipe Trivela

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