Bahrein: com um pé na Copa

Mais uma vez, a um passo da inédita classificação. A seleção do Bahrein entra em campo neste sábado para enfrentar a tradicional – e favorita – Arábia Saudita na partida de ida dos play-offs das Eliminatórias da Copa do Mundo Asiáticas. Caso supere os rivais, os barenitas não poderão cantar vitória tão cedo: terão, ainda, que superar a Nova Zelândia, campeã da Oceania, por uma vaga no torneio da África do Sul.

O consenso é que o Bahrein não tem a tradição e nem é tido como favorito para a inédita participação no Mundial; porém, ninguém questiona que o país se desenvolveu muito seu futebol nos últimos anos, e veio para brigar por espaço no cenário asiático.

Passos lentos para o reconhecimento

Se usado como parâmetro, o próprio ranking da Fifa traz boas marcas ao time: apesar de nunca ter participado de uma Copa, estão atualmente em 64º na lista, um lugar à frente dos sauditas – que disputam sua quinta participação no evento. O feito se deu especialmente pelas vitórias recentes do time comandado pelo tcheco Milan Mácala: o Bahrein venceu o Quênia e o Irã em amistosos recentes, após um mês de intenso treinamento na Áustria.

Além dos números do ranking, o Bahrein também se destacou em 2004 ao conquistar o prêmio como o time que meis evoluiu, de acordo com a entidade, depois de 38 anos vinculado à Fifa. Neste ano, a seleção chamou a atenção ao terminar em quarto lugar na Copa da Ásia, superando o Uzbequistão ns quartas-de-final, mas caindo diante do Japão nas semis.

Porém, a melhora não é ainda tão expressiva no âmbito mundial. Derrotas como a massacrante goleada por 6 a 1 da Internazionale sobre o time mostra que os barenitas  ainda estão muito longe do ideal de um time que busca competir uma Copa.

Chegar “quase” lá não é novidade para eles. Durante as classificatórias para a Copa de 2006, os jogadores levaram a melhor contra o Uzbequistão nos play-offs, mas perderam a vaga para o quarto colocado das Eliminatórias na Concacaf, Trinidad e Tobago, pelo último desafio de repescagem.

Mas a evolução empaca no cultural: o futebol ainda não é o mais tradicional no Bahrein. Somente a partir desta temporada que o país passou a ter uma liga profissional. Times tradicionais, como o tetracampeão Al-Muharraq, da base da seleção, tinham que se virar com o fraco nível do esporte no país.

Porém, o país chamou a atenção para setor defensivo, que foi pouco vazado durante as Eliminatórias de 2010, e é um ponto forte a ser desenvolvido por Mácala.

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