Atlético de Madrid: Terceiro maior campeão, na segunda divisão…

Sofrimento. Esta é a sensação do torcedor do Atlético de Madrid, ao ver seu clube ser rebaixado para a segunda divisão da Espanha pela primeira vez da história, na temporada 1999/2000. E pior foi a temporada seguinte, na qual o clube não conseguiu retornar à elite do futebol espanhol por causa do saldo de gols.

O Atlético de Madrid terminou a temporada 2000/1 na quarta colocação da segunda divisão, junto com o Tenerife, que acabou sendo promovido por causa de seu saldo de gols. Os tradicionais Sevilla e Betis terminaram nas duas primeiras colocações.

Sofrimentos pela quase promoção ocorreram com torcedores de várias equipes espanholas, mas não com o terceiro maior campeão da Espanha e a quarta maior torcida do país.

A temporada 2001/2 promete ser melhor para o clube, que contratou o técnico Luís Aragonés, que foi jogador e estrela do time no passado. Logo na primeira rodada da segunda divisão derrotou o Jaén por 2 a 0, e chegou à semifinal da última Copa da Espanha, perdendo para o Zaragoza.

É uma triste ambição para um clube que chegou a vencer o Mundial Interclubes, em 1974.

O Atlético já foi grande. Títulos eram comuns para uma torcida fanática e somente menos que o Barcelona, Real Madrid e Athletic Bilbao. O clube conquistou nove ligas e nove Copa del Rey. A última conquista foi em 1996, com o famoso 'Doblete', quando conquistou ambas as competições.

Mas na Europa, o Atlético também foi grande. Conquistou a Recopa em 1962, na segunda edição da competição. A equipe derrotou a então campeã Fiorentina na segunda partida, na Alemanha, depois de um empate por 1 a 1 na Escócia. Com uma bela atuação de Peiro, jogador lendário do clube, venceu por 3 a 0, uma equipe violeta que tinha o goleiro da Itália Albertosi. Mas a maior glória ainda estava por chegar.

O que para o Atlético poderia ter se tornado sua maior glória, acabou parando nas mãos do grande Bayern de Munique, de Sepp Maier, Beckenbauer e Gerd Müller.

Em 1974, a equipe madrilenha se classificou para a final da Liga dos Campeões contra o Bayern, depois de ter eliminado o Galatasaray, da Turquia, o Dynamo de Bucareste, da Romênia, o Estrela Vermelha, da Iugoslávia e o Celtic, da Escócia.

Mas no jogo final, em Bruxelas, o Atlético empatou com o Bayern por 1 a 1, com dois gols na prorrogação. Foi marcado um jogo extra, pois não havia disputa por pênaltis e o calendário permitia.

Mas no jogo extra, o Bayern venceu por 4 a 0, com dois gols de Gerd Müller e dois de Uli Hoeness.

O título do Mundial Interclubes

Em 1975, o clube foi convidado pela UEFA a disputar o Mundial Interclubes, mesmo tendo terminado a Liga dos Campeões na segunda colocação. O Bayern se recusou a disputar o confronto com os sul-americanos, por não concordar com a partida. O Atlético foi a Avellaneda, enfrentar o Independiente, maior campeão da história da Libertadores. No dia 12 de março de 1975, o Independiente venceu por 1 a 0, com um gol de Valvuena.

Mas na partida de volta, no Vicente Calderón, o Atlético venceu heroicamente por 2 a 0, com gols de Javier Irureta e de Ruben 'Ratón' Ayala, aos 40 minutos do segundo tempo. Pela primeira vez na história, ganhava o Mundial Interclubes uma equipe que não havia sido campeã continental.

Anos se passaram assistindo a consecutivas glórias de seu rival Real Madrid, maior campeão espanhol. Mas em 1996, tendo como técnico o iugoslavo Radomir Antic, e com os jogadores Molina, Penev, Roberto e Pantic no elenco, venceram a copa da Espanha e o campeonato espanhol.

Esta foi a última grande glória de um clube acostumado com conquistas, mas hoje em dia é presidido pelo polêmico Jesus Gil y Gil, que é uma espécie de Eurico Miranda da Espanha.

Para a torcida, este ano promete ser o da virada. Veremos!

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