Artilheiros improváveis
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Brasil e Argentina é um jogo gigante. São duas das grandes potências do mundo do futebol e fazem o maior clássico sul-americano e um dos maiores mundialmente (os saudosistas lembrarão de Argentina e Uruguai, mas esse já ficou para trás nesse quesito).
Quem aparece em jogos desse tipo costumam ser os grandes jogadores. Porém, na história do confronto, temos alguns atletas que, mesmo sem figurarem entre os maiores de suas seleções, marcaram gols no clássico.
A Trivela foi buscar alguns jogadores que talvez você não lembre, mas marcaram gols nesse clássico e deixaram seu nome na história. Confira:
10. Ricardo Gareca (Argentina) Copa América 1983
Gareca foi um atacante conhecido, principalmente na Argentina, onde foi atacante do Boca Juniors, River Plate, Vélez e Independiente. Sua melhor fase foi no início de carreira, no Boca, quando chegou a jogar com Diego Armando Maradona. Pela seleção albiceleste, tem 20 jogos e quatro gols.
Um destes foi marcado contra o Brasil, na Copa América de 1983. No dia 24 de agosto daquele ano, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, Gareca foi o autor do único gol da partida, que teve placar de 1 a 0.
Depois de marcar dois em 83 pela albiceleste, o atacante voltou a balançar as redes mais duas vezes em 84. Gareca ainda jogou pela Argentina em 1985, mas não fez mais gols.
9. Vampeta (Brasil), eliminatórias de 2002
Uma das figuras mais divertidas do futebol brasileiro no final dos anos 1990, Vampeta teve participação destacada na vitória por 3 a 1 no Morumbi em 1999, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002.
Na época jogador do Corinthians, o volante – que nunca foi de marcar muitos gols – foi o artilheiro da noite. Foram seus dois únicos com a camisa da Seleção Brasileira, em um jogo marcante da passagem de Vanderlei Luxemburgo no comando do Brasil.
O volante continuaria no grupo que chegaria à Copa do Mundo de 2002, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Foi reserva, entrando em uma partida do Mundial, e depois se notabilizou por descer a rampa do Palácio do Planalto dando cambalhotas com a camisa do Corinthians, na comemoração pelo título mundial.
8. Madurga (Argentina), Copa Roca 1971
Meia e atacante argentino, começou a carreira no Boca Juniors. Venceu o Campeonato Argentino duas vezes, em 1969 e 1970, além da atualmente extinta Copa Argentina, em 1969. Vestiu a camisa da seleção por 11 oportunidades e marcou três gols. Adivinhe só contra quem foi um deles?
Sim, o meia balançou as redes brasileiras na Copa Roca de 1971, em um jogo que o Brasil vencia por 1 a 0, com gol de Paulo César, até que, no final da partida, o meia marcou um golaço da entrada da área e empatou o jogo, impedindo a vitória brasileira em território argentino.
Curiosamente, veio para o Brasil em 1972, jogar pelo Palmeiras da Academia. Tem um feito na sua carreira: foi o primeiro argentino campeão brasileiro, naquele ano de 1972. Chegou para ser reserva do ataque, mas tornou-se titular com a suspensão de César. Apesar de meia, jogou como atacante e fez parceria importante com Leivinha.
7. Donizete Pantera (Brasil), amistoso 1995
Jogador fundamental para o Botafogo Campeão Brasileiro de 1995, o atacante teve também sua chance na Seleção Brasileira. Foi naquele ano que ele marcou o gol que deu a vitória brasileira na Argentina, que só seria repetida 14 anos depois, nos 3 a 1 de Rosario pelas eliminatórias da Copa de 2010.
No dia 8 de novembro de 1995, Donizete fez o gol no estádio Monumental de Nuñez na vitória por 1 a 0 sobre os Argentinos. Naquela partida, o atacante formou a dupla que se consagraria campeã brasileira naquele ano, com Túlio.
Aquele foi o primeiro gol do atacante com a camisa da Seleção Brasileira. O jogador marcaria apenas mais um gol pelo Brasil.
6. Léo Rodríguez (Argentina), Copa América de 1993
Leonardo Rodríguez, meio-campista, surgiu bem na Argentina jogando pelo Lanús e passou por Vélez, Argentinos Juniors e San Lorenzo. Teve passagem pelo Borussia Dortmund, além de outros clubes europeus.
Pela seleção argentina, fez 20 jogos entre os anos de 1991 e 1994. Marcou apenas dois gols. Um deles foi na Copa América de 1993, contra o Brasil.
Foi dele o gol do empate por 1 a 1 em Guaiaquil, pelas quartas de final, que acabou com derrota brasileira nos pênaltis. A Argentina acabaria como campeã daquele torneio, depois de vencer a Colômbia nos pênaltis e o México na final.
5. Danival (Brasil), Copa América de 1975
Volante do Atlético Mineiro na década de 1970 e que teve importância grande para o time mineiro. Foram 300 partidas com a camisa atleticana, com 59 gols marcados, entre 1970 e 1978, com dois empréstimos a clubes menores no período.
Pela Seleção, sua passagem foi muito breve, com apenas quatro jogos. Ainda assim, ostenta a marca de três gols – um deles contra a Argentina. E não foi qualquer jogo: vitória por 1 a 0 em Rosario, pela Copa América, resultado que eliminou a Argentina da competição.
Apesar dos poucos jogos com a camisa da Seleção, Danival deixou seu nome marcado como autor do gol em uma vitória brasileira em território argentino, algo sempre marcante.
4. Julio Asad (Argentina), Copa América de 1975
Asad teve o seu maior destaque no Vélez, onde jogou por 15 anos. Depois, passou também por Racing, por dois anos, e Colón, por outros dois.
Conhecido como “Turco”, pela sua ascendência síria e libanesa, o jogador passou rapidamente pela seleção argentina. O meio-campista fez apenas sete partidas pela albiceleste e marcou um único gol. Sim, foi contra o Brasil.
No estádio do Mineirão, em 1975, o Brasil venceu a Argentina por 2 a 1. Isso depois de o meio-campista Asad abrir o placar para os argentinos, aos 11 minutos, mas depois ver o lateral direito Nelinho marcar duas vezes para virar o jogo.
3. Careca Bianchesi (Brasil), amistoso em 1991
Careca Bianchesi foi atacante, surgiu no Marília, foi para o Guarani e de lá chamou a atenção do Palmeiras. Destacou-se de tal forma que chegou à Seleção Brasileira comandada por Falcão, em 1991.
Naquele ano, fez amistoso na Argentina contra a dona da casa. No estádio do Vélez, o Brasil perdia por 3 a 2 e Careca Bianchesi tinha entrado no lugar de Bebeto. O atacante então marcou o gol de empate, fechando o placar em 3 a 3.
Acabou convocado para a Copa América daquele ano e sua participação no jogo contra a Argentina foi igualmente marcante, mas desta vez bem menos gloriosa. Entrou em campo e, em menos de um minuto, agrediu o zagueiro Oscar Ruggeri e acabou expulso.
2. Darío Franco (Argentina), Copa América 1991
Um defensor marcar dois gols em um jogo é um fato raro em qualquer partida. Em um clássico, mais ainda. Quando se trata de um Brasil e Argentina pela Copa América, o fato torna-se um feito.
Darío Franco, defensor, era jogador do Newell’s Old Boys quando defendeu a Argentina na Copa América de 1991. E foi naquela competição que marcou dois gols em uma só partida, e logo contra o Brasil. Em jogo que valia pela fase final da competição, fez os dois primeiros gols argentinos na vitória por 3 a 2 sobre o Brasil.
Fez um total de 22 jogos com a camisa da Argentina, marcando seis gols – curiosamente, todos no ano de 1991.
1. Mancuso (Argentina), amistoso em 1993
Conhecido no Brasil por ter defendido Palmeiras e Flamengo, Mancuso nunca se destacou pela técnica. O volante tinha como característica a raça, a marcação, mas nunca a técnica.
Pela posição que joga e as funções que exerceu dentro de campo, não foi um jogador de muitos gols. Em amistoso, disputado em 1993, o volante entrou para a história do clássico Brasil e Argentina.
Naquele amistoso, o volante conheceu Diego Maradona, e foi o autor do gol no empate por 1 a 1 entre as seleções no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Desde então, tornou-se amigo de Maradona e companheiro inseparável, a ponto de o ex-camisa 10 chamá-lo para ser auxiliar técnico quando assumiu a seleção argentina.