ARGÉLIA: Relembrando Zidane

Zinedine Zidane foi um dos principais, senão o principal, motivo para citar a influência da Argélia no futebol mundial nos últimos tempos. O meia francês, filho de imigrantes argelinos, encerrou sua brilhante carreira profissional na Copa do Mundo de 2006, antes de ser eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo. Quatro anos depois, seu país de ascendência marcará o retorno a um Mundial depois de uma longa ausência.

As Raposas do Deserto participaram pela última vez de uma Copa do Mundo em 1986, quando no comando estava justamente seu atual treinador, Rabah Saadane. A campanha marcante, no entanto, foi a primeira, em 1982, quando a equipe venceu a Alemanha Ocidental, registrando uma inédita vitória de africanos sobre europeus em um Mundial. A Argélia só não foi mais longe porque alemães e austríacos fizeram um jogo de compadres na última rodada, com a vitória da Alemanha por 1 a 0 classificando as duas seleções.

A terceira Copa consecutiva só não veio porque o Egito levou a melhor na disputa por uma vaga em 1990, mas o troco veio em grande estilo e em condições dramáticas vinte anos depois.

A Argélia chegou à última rodada podendo perder por até um gol de diferença para os egípcios no Cairo, pela vantagem que tinha no saldo. Na chegada ao país, a delegação foi recebida a pedradas por torcedores locais, acirrando a rivalidade para a decisão. O Egito ia vencendo apenas por 1 a 0, mas empatou aos 50 do segundo tempo e forçou um jogo extra, no Sudão.

O momento psicológico parecia desfavorável, mas a Argélia venceu por 1 a 0 e conquistou a vaga, vingando-se depois de 20 anos.

O time tem alguns nomes em ligas importantes da Europa, como o lateral Nadir Belhadj, do Portsmouth, e os meias Karim Ziani, do Wolfsburg, e Mourad Meghni, da Lazio. A presença de Meghni, aliás, foi beneficiada por uma recente mudança no regulamento da Fifa que flexibilizou a mudança de nacionalidade dos jogadores.

Como vários outros jogadores de origem africana, o meia teve passagem pelas categorias de base da seleção francesa. Pela regra antiga, ele só poderia optar por outra seleção até os 21 anos. Com a extinção do limite de idade, foi possível aceitar o chamado para representar a Argélia aos 25 anos.

A expectativa é de fazer um bom papel, mas o simples fato de estar no Mundial já pode ser considerado um prêmio.

Pote 1 (Cabeças de chave):
África do Sul, Itália, Argentina, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Espanha

Pote 2 (Ásia, Concacaf e Oceania):
Austrália, Honduras, Japão, México, Nova Zelândia, Coreia da Norte, Coreia do Sul e Estados Unidos

Pote 3 (África e América do Sul):
Argélia
, Camarões, Chile, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Paraguai e Uruguai

Pote 4 (Europa):
Dinamarca, França, Grécia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia e Suíça

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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