Anguilla: País cabe na Vila Belmiro
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Como desenvolver o futebol em um país cuja população é menor que a capacidade de um estádio como a Vila Belmiro? Pouco mais de 14 mil pessoas residem em Anguilla, um arquipélago no Caribe de economia baseada no turismo, pesca e mais recentemente serviços bancários. A ilha é uma colônia britânica e tem como atrativo para visitantes a grande quantidade de golfinhos existentes na região.
A federação local, Anguilla Football Association, foi fundada em 1990 e filiou-se à Fifa em 1996. Mesmo com a criação da associação, o esporte continua amador.
O campeonato local não tem regularidade: nos últimos dez anos, duas edições não foram disputadas (2000 e 2005) devido a problemas financeiros causados por furacões. Recentemente, o Banco Nacional de Anguilla patrocinou o torneio, e a expectativa é de uma parceria a longo prazo. O estádio local, o Webster Ronald James Park, com capacidade para 5 mil pessoas, recebeu recursos do governo e do projeto Goal, da Fifa, de incentivo ao esporte, para obras de infra-estrutura e acomodações.
Intercâmbio é a saída para melhorar
Para aqueles jogadores que desejam seguir a carreira é necessário imigrar para a Inglaterra ou para os Estados Unidos. Do elenco da seleção, sete atuam em clubes de divisões inferiores da Inglaterra e um em uma universidade norte-americana (a John Brown University, do Arksansas). Destaque para Jermaine Gumbs, atacante do Slough. Esse pequeno time inglês ainda conta com mais dois atletas de Anguilla (Brian Connor e Rommel Gumbs, irmão de Jermaine).
Uma das queixas do treinador da seleção nacional, Colin Johnson, é que quando há convocação não tem o tempo necessário para treinamentos. “Os atletas viajaram diretamente para Washington e não tivemos condições de aprimorarmos o entrosamento” disse o técnico, referindo-se ao jogo contra El Salvador quando perderam por 4 a 0 e disseram adeus às eliminatórias da Copa de 2010.
Mesmo com todo o treinamento possível, Anguilla não reverteria a goleada sofrida na primeira partida por 12 a 0. Nas duas outras eliminatórias disputadas, as campanhas foram um pouco melhores. Para 2002, foram duas derrotas para Bahamas, por 3 a 1 e 2 a 1. Para 2006, um empate sem gols e uma derrota por 6 a 0.