Alexis Sanchez: O menino de Tocopilla
Um dos destaques do Sul-americano sub-20, o atacante chileno Alexis Sanchez, desperta o interesse de muitos clubes. Desde o ano passado, vem atuando pela seleção principal e daqui a pouco com certeza se tornará um dos principais jogadores do futebol chileno.
Sanchez vem de uma família humilde. Nasceu em Tocopilla, uma terra muito pobre. Sua história é parecida com muitos jogadores de futebol: nascem de uma família bem simples e com a bola conseguem mudar o rumo de suas vidas. “Vou ter sucesso para ajudar a minha família”, disse o jogador, no início de sua carreira pelo Cobreloa.
Habilidoso, o atacante também pode jogar como meia avançado. Não é de balançar muito as redes, mas com sua visão de jogo coloca seus companheiros em boas condições de gol. Por ser extremamente habilidoso, às vezes, torna-se um jogador um pouco ‘fominha’, abusando das firulas em muitos casos improdutivas, tornando-se assim um jogador muito individualista. Por ter apenas 18 anos, nada que o tempo e um bom puxão de orelha não resolvam.
O chileno passou por todas as categorias de base da seleção de seu país. Disputou o sul-americano sub-16 em 2004, o sub-17 em 2005 e agora o sub-20, em 2007. Logo após o torneio sub-16, o antigo técnico da equipe principal do Cobreloa, Nelson Acosta – atual treinador da seleção principal – pediu para que o garoto saísse da base para integrar o elenco profissional. Estreou no dia 12 de fevereiro, com apenas 16 anos, na vitória de 5 a 4 contra o Temuco, no Apertura-05.
Em maio de 2006, depois de rejeitar propostas de times como Villarreal e Werder Bremen, Sanchez acertou com a Udinese por cerca de US$ 3 milhões. Ele é o segundo chileno a vestir a camisa da equipe italiana, o primeiro foi o meia David Pizarro, atualmente na Roma. No entanto, a equipe de Údine achou melhor emprestar o jogador, para depois voltar à Itália mais maduro. Entre os interessados em recebê-lo, estariam Universidad Católica, Hamburg, Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e Corinthians, mas foi o Colo Colo que desembolsou US$ 290 mil para ficar com jogador, até julho de 2007. Sanchez foi o principal reforço para o Clausura e a Copa Sul-Americana.
No torneio nacional, o Colo Colo conquistou o título e na Sul-Americana ficou com o vice-campeonato. Com seu tridente ofensivo, formado por Fierro, ‘Chupete’ Suazo e Sanchez, o Colo Colo teve o melhor ataque da competição, com 28 gols. Bom jogador Sanchez é, mas seu brilho era ofuscado pelo meia Fernandez, que foi considerado o melhor jogador na América do Sul e depois foi vendido ao Villarreal – que tentou levar Sanchez –, por chr(128) 11 milhões.
Na seleção, o jogador de Tocopilla, apelidado de Niño Maravilla (‘garoto maravilha’), estreou pela seleção principal numa partida amistosa contra o Universidad Católica, que contou com ninguém menos que Diego Armando Maradona. Esteve presente também na partida contra a Venezuela, em fevereiro, que o Chile venceu por 1 a 0. A comissão técnica do Colo Colo não gostou nada disso, porque o jogador acabara de disputar o sul-americano sub-20 em janeiro.
Sub-20 e futuro?
O futuro de Sanchez é incerto. A única coisa que se sabe é que seu contrato termina em julho deste ano. O Colo Colo quer a qualquer custo estender o empréstimo, mas não será nada fácil. Um olheiro do River Plate esteve presente no sul-americano em janeiro a pedido do técnico Daniel Passarella e ao final do torneio entregou muita coisa boa sobre ele.
A equipe sub-20 classificou-se para o mundial da categoria. O site da Fifa destaca o jogador como principal jogador da seleção chilena, juntamente com seu companheiro de clube, o zagueiro e meia Arturo Vidal.
O torneio sul-americano da categoria é visto pelos europeus como uma boa forma de garimpar novos talentos. O meia colombiano Pino acertou com o Monaco. O zagueiro argentino Fazio trocou o Ferro Carril pelo Sevilla. O lateral Fagner não renovou com o Corinthians e foi para o PSV. O zagueiro Eliezio deixou o Cruzeiro para ir a Leiria, em Portugal. O atacante chileno Vidangossy deixou seu país para ir para o futebol espanhol, jogar no Submarino Amarelo. O artilheiro da competição, Edison Cavani, deixou seu país para defender o Palermo. E Sanchez? Para onde vai? Aí fica a pergunta.



