Alan Kardec: “O Chelsea será tão difícil quanto o Barcelona no Mundial”

Alan, o que é mais difícil: fazer um gol no Corinthians, que só levou dois na Libertadores, ou achar um tênis 45 para comprar?

(Risos). Bom, acho que fazer gol no Corinthians é mais difícil. Tênis é difícil também, mas você consegue comprar. O Corinthians é uma equipe muito qualificada, com uma ótima defesa, então eu acho que vai ser mais difícil fazer gol.

 

Seus pais são espíritas? Você também? Tem algum preceito espírita que você siga, como o de que “Fora da caridade não há salvação”?

Não, não sou, e meus pais também não são. Quem era espírita na minha família era meu avô, que colocou o nome de Alan Kardec no meu pai, e eu também sou Alan Kardec. O nome é mais uma homenagem a ele do que ao espiritismo.

 

Você se considera um centroavante tradicional, que faz gols e tem pouco toque de bola, ou se considera um jogador habilidoso?

Sou um centroavante que procura jogar de maneira rápida e objetiva. Não sou de ficar fazendo muitos lances de efeito, até porque não é o meu forte, mas se for necessário posso tentar uma jogada diferente. Mas o principal é ter objetividade, tocar rápido e aproveitar as oportunidades que aparecem.

 

Como era a vida na Europa? Você sente falta?

Não sinto falta. Foi muito bom o tempo que eu passei por lá, mas não tem muita diferença, até porque vivi em Portugal. O que muda muito é na época do inverno. Mas, fora isso, é tudo muito parecido, a culinária de lá também é muito boa. Adoro Portugal, mas não tenho muita necessidade de voltar. Se tiver que escolher, prefiro ficar no Brasil.

 

Esse jogo contra o Corinthians é tratado como uma final antecipada por torcedores. Isso é preocupante?

É uma coisa normal, por se tratar de um clássico que envolve as duas equipes que somaram mais pontos na competição, e a torcida às vezes age só com a emoção. Mas temos que respeitar os dois times que brigam pela outra vaga na final. Sabemos que é um jogo muito difícil.

 

Você acha correto ter dois campeonatos paralelos como o Brasileiro e a Libertadores? É possível ir bem nos dois?

Acho que não há prejudicados nessa situação. Isso é normal, na Europa você tem também o campeonato nacional e a Liga dos Campeões nesse tempo, então isso tem que ser administrado. É uma coisa natural, não é de hoje. Acho que temos um número muito elevado de jogos na América do Sul em relação à Europa, mas isso não se deve só à Libertadores e ao Brasileiro. Existem outras competições, como os Estaduais. Só no Campeonato Paulista, jogamos o equivalente a mais da metade do Campeonato Brasileiro. Às vezes isso pode sobrecarregar o jogador, mas acho que o Brasileiro e a Libertadores não influenciam diretamente nisso.

 

O que você acha de enfrentar o Chelsea pelo título mundial? É tão forte quanto o Barcelona, que eles eliminaram?

Com certeza. É campeão com merecimento porque tem um grande elenco, grandes jogadores, qualidades individuais e mereceu o título. No ano passado foi o Barcelona que levou, esse ano o Chelsea ganhou e será um adversário dificílimo. O futebol inglês é diferente do Espanhol, mas isso não quer dizer que seja uma equipe inferior.

 

Quantos gols são necessários para ser artilheiro do Brasileiro?

Depende. Cada ano é uma história e no ano passado foram 23. Já houve artilheiros com mais gols, então não sei o número exato. O Campeonato Brasileiro é cada vez mais difícil, mais equilibrado, nas últimas rodadas chegam sempre três ou quatro equipes com chances de título, então não há como dizer um número exato.

 

Qual a diferença entre jogar na Vila e no Morumbi?

A Vila é o nosso estádio. O Santos tem a cara da Vila. A gente está acostumado a jogar contra o São Paulo no Morumbi, que tem a cara do São Paulo, é diferente. Nos sentimos bem quando jogamos com torcida lá, mas a Vila é o nosso estádio, é mais apertadinho, a torcida pressionando, são fatores diferentes. Mas jogando na Vila, nossa equipe tem a cara do Santos.

 

E o Corinthians no Pacaembu?

Encaro como uma coisa natural, um clássico muito grande, a pressão que a torcida exerce é fantástica. A primeira partida que eu joguei no Pacaembu foi em 2007, pelo Vasco, e a torcida apoiou até o último minuto. Foi impressionante.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo