Adeus silencioso

O domingo foi um dia atípico para o futebol europeu. Enquanto alguns campeões se consagravam, muitos ídolos se despediam. Turim prestou as devidas homenagens para Alessandro Del Piero, em seu último jogo na cidade com a camisa da Juventus. Já no San Siro, eram os rossoneri quem faziam festa para Gattuso, Nesta, Inzaghi e Seedorf, em adeus uníssono.

A algumas centenas de quilômetros dali, uma festa mais contida. Parecia que a alegria dos jogadores do Málaga ao lançar Ruud van Nistelrooy aos ares era apenas pela conquista da inédita vaga na Liga dos Campeões. Por trás, a verdade era bem mais profunda. Nesta segunda-feira, o goleador anunciou que penduraria as chuteiras. Queria balançar as redes mais vezes na Champions, da qual é o segundo maior artilheiro, mas o físico não deixou.

Ao longo dos últimos 20 anos, van Nistelrooy fez fama como um dos atacantes mais letais do futebol europeu. Ganhou impulso atuando por Den Bosch e Heerenveen. Ainda na Holanda, explodiu com a camisa do PSV Eindhoven. Viveu seu auge no Manchester United. Ajudou o Real Madrid a conquistar títulos. Teve o canto do cisne no Hamburg. E se despediu no Málaga, onde fez poucos gols, mas fundamentais para as pretensões do clube.

Um centroavante que dominou os fundamentos dentro da área. E que merece os tributos em respeito a sua arte.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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