Abertos, mas nem tanto

Os placares desta quarta-feira (Arsenal 2×2 Barcelona e Internazionale 1×0 CSKA) sugerem confrontos abertos para as partidas de volta na próxima semana. Mas é difícil imaginar Barça e Inter deixando as vagas escaparem.

Tudo bem, no Camp Nou o Barcelona não terá Piqué, suspenso por acúmulo de cartões amarelos, e nem Puyol, expulso no Emirates. A dupla de zaga será provavelmente formada por Rafa Márquez e Milito. Só que, do outro lado, o Arsenal não terá Cesc Fàbregas, também suspenso, e ainda não sabe se contará com Gallas e Arshavin, que hoje saíram lesionados.

Em Londres, o Barcelona deu uma aula de futebol nos primeiros 15 minutos. Parecia o único time em campo, tamanha a pressão que exercia sobre os donos da casa. Neste período, finalizou nove vezes, cinco na direção do gol. Poderia ter marcado pelo menos uns três, se não fossem as belas defesas de Almunia e a falta de capricho de Ibrahimovic.

Obviamente, nenhum time tem condição física para sustentar uma pressão do tipo por um tempo inteiro. O Arsenal conseguiu se soltar um pouco mais com o passar do tempo, mas nada que assustasse Valdés. E ainda teve de fazer duas alterações ainda no primeiro tempo. Entraram Eboué, bem menos criativo que Arshavin, e Denílson, o que deslocou Song para a zaga.

O mau posicionamento da defesa dos Gunners foi crucial para os dois gols do Barça na etapa final. E Ibrahimovic, que havia perdido tantas chances, foi perfeito ao encobrir Almunia, que tinha ido tão bem, mas se precipitou na saída. De um passe preciso de Xavi (lugar comum) saiu o segundo gol do sueco, que praticamente matava o confronto. Foram os primeiros gols de “Ibra” contra um time inglês.

Então, veio a mudança ousada de Wenger que mudou a cara do jogo. Walcott entrou no lugar de Sagna, e em sua primeira investida pela direita quase marcou. Na segunda, aproveitando o vacilo de Maxwell, que deu espaço para sua penetração, o ainda jovem atacante deu esperanças aos Gunners.

Fàbregas apareceu para sofrer e converter o pênalti do gol de empate, mas ficou a sensação de que o placar não correspondeu à relação de forças entre os dois times na partida. O Arsenal teve apenas 38 por cento de posse de bola, algo inimaginável em seus outros jogos em casa. Na volta, sem seu capitão, vai precisar de um pequeno milagre.

Em Milão, a Inter deve ter saído com a sensação de que poderia até ter matado o confronto, pelo volume de jogo que apresentou no segundo tempo contra um fechado CSKA. Especialmente depois do gol de Diego Milito, que furou a resistência russa, os nerazzurri tiveram boas chances.

De qualquer forma, é difícil imaginar o CSKA vencendo em Moscou por dois gols de diferença, especialmente com os desfalques de Krasic e Aldonin, suspensos. Mesmo sem muito brilho, a Inter deve passar às semifinais pela primeira vez desde 2003.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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