A volta do nosso basquete

Amigos, sei que esse blog não é meu, é da Trivela, e que, para a Trivela, o único esporte que existe é o futebol. Mas, como nesse blog as regras são mais flexíveis, vou falar de basquete. Dependendo dos protestos, prometo não sair mais do tema principal.

Quando eu era moleque, o basquete era o segundo esporte do Brasil. Não sou tão velho assim, não, mas tenho idade para ter acompanhado os grandes times do Sírio, Tênis Clube, Francana e mesmo Corinthians e Palmeiras. Naquela época, a gente torcia para a Seleção Brasileira de basquete quase como se fosse futebol. Até porque, naquele tempo o Brasil disputava títulos e impunha respeito.

A má-fase dos últimos tempos quase matou nosso basquete. Dava raiva ver aquele time sem tática, sem disciplina, sem vontade, sem confiança, em suma, sem nada. Eu, pessoalmente, não acompanhava mais nem a NBA. Eis que de uma hora pra outra o time começa a ser falado de novo. Leandrinho, melhor sexto homem da temporada americana passada; Nenê, valorizadíssimo na NBA, ambos de volta à equipe, e o Brasil com chances de, pelo menos, voltar a uma Olimpíada. Lá vou eu abandonar Botafogo e Corinthians pra ver o basquete. E que jogo!

Queria apontar alguns aspectos legais, e um negativo. O primeiro aspecto legal: Leandrinho joga demais. São impressionantes o domínio de bola, a noção de posicionamento e a habilidade que tem. Destoa do resto. Nenê também está em outro patamar, embora tenha jogado de maneira física demais, o que, pela regra da Fiba, acabou lhe rendendo uma eliminação precoce. Tiago Splitter também foi bem. O negativo disso tudo é que o resto dos jogadores está muito atrás, ainda que, no final, Murilo tenha sido importante.

Marcelinho não acertou um arremesso decente. Por outro lado, desenvoveu um trabalho defensivo bacana, que há alguns anos não víamos nossos jogadores fazendo. Alex, ao que consta, está contundido, mas deu para o gasto. O que mais deixou uma esperança de que, desta vez, não vamos naufragar no final, foi o fato de termos conseguido superar o impacto de, depois de liderar durante quase toda a partida, ver o canadá empatar no início do último quarto. Em algo como três minutos.

Jurei que, se o Brasil perdesse, nunca mais veria uma partida de basquete na vida… Achei que o técnico Lula Ferreira (e não Pereira, como eu tinha escrito) demorou pra pedir tempo, mas o negócio é que, contra as minhas expectativas, a conversa funcionou. O time, ao invés de entrar em pânico, se organizou. Passou a trabalhar melhor a bola, parou de tentar chutar de muito longe. Enfim: voltou a jogar basquete. O que havia muito tempo o Brasil não fazia.

O basquete brasileiro existe de novo. Bom até para o futebol, que precisa de algum esporte para dividir um pouco a responsabilidade. O quê? Vôlei? Faça sério.

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Equipe Trivela

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