A PISCINA AGORA É DELES

Hélio Rubens estava nostálgico na quadra de sua casa, quanto tentava acertar uma cesta para a matéria da revista ESPN sobre a história do basquete de Franca. Enquanto atendia, com boa vontade, aos insanos pedidos do fotógrafo Daniel Kfouri, falava sobre o passado do basquete brasileiro. E, como termo de comparação, fez uma confidência sobre competições passadas.

“Olha, fica até chato falar isso, parece arrogância, mas a verdade é que quando a gente ia jogar com a Argentina à tarde, não saía da piscina de manhã. Não precisava treinar porque a gente sabia que ia ganhar. Hoje, eles estão muito mais fortes”, disse o ex-capitão da seleção brasileira.

A causa, para Hélio, é clara. “Na Argentina há mais de 150 clubes fazendo basquete, revelando jogadores. Aqui, clubes como Monte Líbano e Sírio abandonaram esse papel de formar a nova geração. Ficamos nós aqui em Franca e mais um ou outro por aí”.

Achei 150 um número muito alto e, quando tive a oportunidade de falar com Magnano tenter confirma a história do Hélio. “Fui eu que falei isso para o Hélio. E não são 150 clubes, são 160. E não é na Argentina, é em Buenos Aires. Se você imaginar uma circunferência de 30 quilômetros, a partir do Obelisco, no centro de Buenos Aires, ali estão os clubes todos”, disse Magnano, antes de lamentar, com maiores detalhes a ausência de clubes formadores no Brasil. “O Parque Continental que revelava muita gente não existe mais. O Sírio e o Monte Líbano pararam. Fica difícil”.

Para Hélio, não há dúvidas que a retomada de formação de jogadores é o essencial para a volta de um basquete forte. “Nossa população é muito maior que a deles. Se fizermos um trabalho igual, vamos superá-los novamente”.

Enquanto o tempo da bonança não chega, o jeito é aderir ao estilo martassupliciano de vida e aproveitar. Como os caras jogam basquete!!!! Está certo que o Paraguai não é um adversário que se possa levar em conta, mas dá prazer ver as assistências de Pepe e Prigioni, as infiltrações de Ginóbili, a habilidade de Scola, com seus 2m97, o estilo de Nocioni e os 50% de aproveitamento de Quintetos nos 3 pontos. Houve duas ou três jogadas inesquecíveis, prontas para serem utilizadas em abertura de programas de esporte.

Não sei não, Hélio, mas acho que esse time da Argentina não precisa sair da piscina em dia de jogo contra o Brasil.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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