5º – Helenio Herrera: mago e gênio do futebol

Um personagem peculiar na história do futebol. Em meio a vitórias, polêmicas e muito trabalho, Helenio Herrera construiu a sua imagem. Lembrado pela elaboração do Catenaccio, que deu base à grande Inter da década de sessenta, o franco-argentino foi bem mais do que um grande tático. HH soube como aliar métodos inovadores e bom relacionamento com seus jogadores, dedicação e concentração. Como resultado, uma série de conquistas invejável, tanto no futebol espanhol quanto no italiano.
“Il Mago” foi, sobretudo, um filósofo do futebol. Entre as séries de declarações históricas, ficaram marcadas frases como “Quem não dá tudo, não dá nada” e “Classe + preparação + inteligência + atleticismo = campeonatos”. Observava os rivais com maestria e, além de vencê-los, sabia como provocá-los. Foi o que se pode chamar de um treinador completo, empenhado tanto no que acontecia no campo quanto fora dele.
Argentino, marroquino e francês
Helenio Herrera nasceu em Buenos Aires, em 1910. Filho de um sindicalista andaluz exilado, porém, não viveu por muito tempo na capital argentina, mudando-se com apenas quatro anos à cidade de Casablanca, no Marrocos. No protetorado francês, morava em uma casa à beira-mar, construída sobre palafitas na areia. E foi exatamente na praia é que começou a jogar futebol na infância, dividindo espaço com garotos de diversas nacionalidades que viviam e passavam por suas vizinhanças.
Apesar de sonhar ser torneiro, é o futebol que acaba se tornando a sua profissão em 1928, quando ingressou no Roches Noires, de Casablanca. Depois de quase três anos no clube, ingressou no Racing Club, de Casablanca, uma equipe militar. Não ficou mais que um ano no novo time e, já em 1932, partiu para a França. Com 22 anos de idade, emprestou dinheiro de um amigo para emigrar.
Seu primeiro clube na Europa é o CASG, de Paris, onde permaneceu até 1933. Enfim naturalizado francês, passou a defender o Olympique Charleville, além da seleção militar da França. Nos primeiros anos como futebolista no novo país, no entanto, os ganhos não eram suficientes para Herrera se sustentar e ele trabalha como vendedor. Ainda assim, o defensor conseguiu certo destaque com a camisa do Charleville, o suficiente para ser chamado por duas vezes para a seleção francesa.
Depois de uma passagem Excelsior de Roubaix-Tourcoing, em 1939, HH foi chamado para servir a França na Segunda Guerra Mundial. Para não ser mandado para o front, trabalhou em uma fábrica de produtos bélicos, enquanto atua pelo Red Star. Na nova equipe, conquistou o seu único título como jogador, a Copa da França de 1942.
Vislumbrando o futuro
Ainda durante a Segunda Guerra, Helenio Herrera passou a defender a Entente Stade Français, time formado pelas forças militares e que mandava os seus jogos em Paris. Zagueiro já experiente, com 33 anos, começou a apresentar alternativas táticas para a sua equipe. Uma delas é o “béton” (concreto, em francês), um protótipo de seu futuro Catenaccio.
Também durante o período em que estava com o Entente, Herrera passou a trabalhar como professor de educação física, o que descobriu ser uma nova paixão. Depois de lecionar é que ingressa em um curso como massagista, pensando, a partir de então, em trabalhar como massagista-treinador.
A carreira com as pranchetas começou antes mesmo de pendurar as chuteiras. Já durante os desdobramentos finais da guerra, trabalhou como jogador-treinador no JS Puteaux, clube do subúrbio de Paris. Herrera ainda recebeu um convite do Lorient, mas, por uma premonição, decide não viajar para assinar o contrato. No dia seguinte, um bombardeio atingiu a cidade da Bretanha e destrói, entre outras construções, o estádio e a sede da equipe. Por fim, o episódio acabou acelerando a aposentadoria como atleta, o que aconteceu ainda em 1945.
Início bem-sucedido
Helenio Herrera começou a se dedicar apenas aos serviços como treinador no Stade Français, entre 1945 e 1948. Depois de um período no comando da equipe, o franco-argentino é designado para caçar novos talentos nas categorias de base, voltando depois ao cargo de técnico. Nas três temporadas completas que passou no clube, o Stade Français subiu de divisão, além de ter ficado em quinto por duas vezes na elite do Campeonato Francês.
Já entre 1947 e 1948, HH teve uma rápida passagem pela seleção francesa, gerida por um comitê de técnicos. Herrera era responsável pelos treinos físicos, enquanto Gabriel Hanot encabeçava o corpo de comandantes. Durante o período em que esteve com a equipe nacional, o resultado mais relevante foram as quartas de final nas Olimpíadas de 1948.
Reconhecimento na Espanha
O primeiro clube espanhol a convidar Helenio Herrera foi o Valladolid. Em sua única temporada na equipe, a de 1948-49, o treinador esteve longe de conseguir um resultado espetacular e, na décima segunda posição da Liga, foi o primeiro acima da zona de rebaixamento. De qualquer forma, o franco-argentino acabou contratado pelo ascendente Atlético de Madrid.
Em sua primeira temporada, acabou em quarto no campeonato nacional. Nos anos seguintes, todavia, colocaria os Colchoneros entre as principais forças do país, conquistando o terceiro título espanhol do clube em 1949-50. Com uma equipe baseada na qualidade de jogadores como Adrián Escudero e Enrique Collar, os Rojiblancos conquistaram a Liga com um ponto de vantagem sobre o Deportivo. Dentre os principais méritos aplicados por Herrera no time estava a busca pelo resultado em casa: com 84% de aproveitamento, o Atlético manteve a impressionante média de 4,3 gols por jogo em seus domínios.
Na temporada seguinte, Helenio Herrera alcançou o bicampeonato espanhol, desta vez com dois pontos de vantagem sobre o Sevilla. Novamente o time acumulou um desempenho notável como mandante, não sendo derrotado sequer uma vez e incluindo duas goleadas por sete gols e outra por nove.
HH permaneceria por apenas mais uma temporada no Atlético de Madrid, deixando o clube na quarta colocação do Campeonato Espanhol. Depois disso, passou, sem muito sucesso, pelo Málaga e Deportivo, o qual salvou do rebaixamento em 1952-53. Uma nova estabilidade viria no comando do Sevilla, onde ficou por quatro anos. Com os Rojiblancos, manteve a regularidade, não passando da quinta colocação na Liga. Além disso, emplacou um vice-campeonato, durante a temporada de 1956-57.
Parte da rivalidade
Apesar de ter renovado com o Sevilla, o técnico foi liberado pelo clube logo após o vice. Sem poder assinar com nenhum outro clube espanhol, por conta de questões contratuais, teve uma rápida passagem pelo futebol português na temporada de 1957-58. No comando do Belenenses, foi o quarto colocado no campeonato local. Findada a competição, no entanto, retornaria à Espanha para,finalmente, comandar uma das potências do país, o Barcelona.
A chegada de Herrera acontecia, sobretudo, para reafirmar a força dos catalães, que viam o Real Madrid dominar a Europa com um time liderado por Di Stéfano. Depois de dois títulos seguidos dos Merengues na Liga, coube ao Barça quebrar a série em 1958-59, encerrando a disputa com quatro pontos a mais que os rivais. Com o espetacular ataque formado pelo quinteto Kubala, Kocsis, Evaristo, Suárez e Czibor, os blaugranas venceram todos os jogos em casa e tiveram média superior a três gols por jogo. Para coroar a grande campanha, o clube ainda faturou a Copa do Rei, na qual eliminaram os madridistas com duas vitórias nas semifinais.
Apesar dos grandes resultados, a trajetória de Herrera na Catalunha foi encerrada já na temporada seguinte. O treinador conquistou a Copa das Feiras e a sua segunda Liga com o Barça, desta vez de forma bem mais emocionante. A cinco rodadas do fim, os rivais se enfrentaram e, com uma vitória por 3 a 1, os blaugranas não apenas assumiram a liderança, mas também derrubaram o técnico Fleitas Solich. O título só foi confirmado na última rodada graças ao gol average, já ambos os clubes encerraram a campanha com pontuações iguais.
A vitória na Liga, entretanto, também ajudou a minar o futuro de Herrera. Após a confirmação, o treinador entrou em atrito com a diretoria por conta dos prêmios pagos aos jogadores. Sem um bom clima, o Barcelona foi derrotado pelo Real Madrid nas semifinais da Copa dos Campeões, fato suficiente para que os cartolas justificassem a demissão do franco-argentino.
Il Mago nerazzurro
Apesar de se manter como técnico da seleção espanhola (a qual assumiu em 1959), Helenio Herrera foi procurar novos ares e se mudou para a Itália a partir do segundo semestre de 1960, país onde se deu muito bem. Convidado pelo presidente Angelo Moratti, passou a treinar a Internazionale, implementando uma revolução no futebol local e transformando o clube em uma potência continental.
Nos primeiros anos de trabalho, época de mudanças no time, os resultados demoraram a aparecer. A Inter se manteve por um bom tempo na briga pelo título nacional durante a temporada de estreia de Herrera, mas a invasão de campo e a anulação do resultado contra a campeã Juventus atrapalharam uma campanha mais consistente – ao fim o clube ficou em terceiro. Já na temporada seguinte, após a chegada de Luis Suárez parar reger o time, os interistas encerram em segundo na Serie A.
Também no fim da temporada 1961-62, Herrera fez sua principal aparição no comando da seleção da Espanha. Com um elenco que contava, dentre outros, com Puskas, Gento e Suárez, a Fúria foi eliminada ainda na primeira fase da Copa do Mundo de 1962, com apenas uma vitória em três jogos. Apesar de prejudicado pela arbitragem e desfalcado de Di Stéfano, Herrera deixou a seleção após o Mundial, passando a se dedicar somente à Inter.
O maior da Europa
A partir de 1962-63, Helenio Herrera achou o caminho das vitórias com a Inter e conquista o Scudetto. Depois de um início oscilante, a garantiu o título se baseando em uma defesa segura – em 34 partidas foram apenas 20 gols sofridos. O deslocamento do capitão Armando Picchi, da posição de “terzino” para a de líbero, realizada pouco depois da chegada do treinador, enfim mostrava o seu valor.
Com a conquista, a Internazionale iniciaria uma inédita campanha na Copa dos Campeões. E, na busca pela afirmação continental, os italianos tiveram um caminho duríssimo pela frente. Enfrentaram Everton, Monaco, Partizan e Borussia Dortmund no caminho até a final. Contra os campeões de algumas das ligas mais fortes da Europa, seis vitórias e dois empates. Por fim, a decisão foi a oportunidade de vingança ante um velho conhecido, o Real Madrid. Na decisão disputada em Vienna, baile da Inter, que venceu por 3 a 1. Contra o Independiente, em setembro de 1964, os interistas ainda levantariam o troféu do Mundial Interclubes.
No território nacional, o bicampeonato na Serie A não veio por muito pouco. Empatada em pontos com o líder Bologna, os nerazzurri encerraram a temporada regular na segunda posição. Entretanto, a descoberta do doping de cinco jogadores rossoblu forçou a realização de um jogo extra para que o campeão fosse decidido – a vitória por 2 a 0 acabou não alterando o destino final do Scudetto. Como consolo, por ter vencido a Copa dos Campeões, o clube poderia mais uma vez sair em busca do título europeu.
O destino ao menos foi generoso com os italianos no bicampeonato. Nas oitavas e nas quartas, o time não encontrou muitas dificuldades para Dinamo Bucaresti e Rangers. Já nas semifinais, depois de uma derrota por 3 a 1 na Inglaterra, os nerazzurri conseguiram uma vitória histórica sobre o Liverpool: 3 a 0 em Milão e mais uma vez o direito de disputar a final. Jogando diante da própria torcida em San Siro, vitória magra sobre o Benfica de Eusébio, por 1 a 0 – o suficiente para retificar a posição dominante do time de Helenio Herrera no continente.
Qualidades irrefutáveis
Não se pode negar a qualidade dos jogadores que compunham a Grande Inter. Atletas como Facchetti, Sandro Mazzola, Luis Suárez, Jair, Picchi e Burgnich gravaram seus nomes entre os grandes talentos do clube. A influência de Helenio Herrera na construção do mito se dá desde a montagem da equipe. Todos os nomes citados acima se firmaram entre os profissionais a partir de 1960, ano em que o treinador chegou ao clube.
A Internazionale é o ápice do treinador e o maior exemplo das inovações que ele trouxe ao futebol. Dentre elas, um maior aprimoramento da parte física, algo refletido em seu trabalho desde os tempos pós-Segunda Guerra. Além disso, Herrera insistia no controle dos hábitos de seus jogadores. Uma de suas inovações neste sentido foi a instituição do “ritiro”, a concentração em lugares afastados às vésperas de jogos importantes.
O franco-argentino era alguém obcecado pelo trabalho. Em tempos de poucos recursos tecnológicos, se destacava pela forma profunda como conhecida seus adversários – o apelido de “Mago”, aliás, veio depois de diversas entrevistas em que anunciava corretamente os placares dos jogos de seus rivais. Falastrão em suas entrevistas, HH tinha uma posição totalmente diferente com seus jogadores. O técnico insistia na psicologia de auto-ajuda para se aproximar dos grupos que comandava.
Além disso, Herrera também mantinha uma ótima relação com os torcedores. O personagem polêmico que construiu, apesar de detestado pelos rivais, reforçava a paixão dos adeptos. Dentre as várias frases de efeito criadas pelo treinador estavam os chamados ao “décimo segundo jogador”. Não à toa, as suas equipes se mostravam bastantes resistentes nos jogos realizados em casa, dificilmente sendo batidas em seus domínios.
Sua maior qualidade, no entanto, vai além da forma como se manifestava ou regia com mãos firmes o seu elenco. Em sua primeira semana em Milão, lançou a pedra fundamental do que seria o seu time ao mudar o sistema tático de sua equipe, implementando o Catenaccio e obtendo excelentes resultados.
Mais que um time que se preocupasse somente em proteger o próprio gol, Herrera aplicou com sucesso vários outras propostas com a Internazionale, como a velocidade na construção de jogadas e a pressão exercida sem a bola. Por mais que a principal crítica ao Catenaccio seja contra o defensivismo excessivo, muitas das vitórias obtidas pelo treinador provam o contrário, como a decisão da Copa dos Campeões de 1964 ou a semifinal de 1965 contra o Liverpool. Na realidade, o que se podia notar nos jogos da Inter era uma equipe voltada essencialmente para um jogo verticalizado, aproveitando até mesmo o potencial de um zagueiro técnico como Facchetti, que constantemente apoiava nos lances ofensivos.
Aliando imagem e trabalho, HH acumulou conquistas, mas também críticas contra seus métodos. Dentre as principais acusações sobre as suas conquistas estão o uso de doping e a manipulação de resultados. Fatos, porém, não comprovados e que também não tiram o brilho de uma lista tão extensa de feitos.
Estrela na camisa
Também em 1965, além do bicampeonato europeu, Helenio Herrera foi mais uma vez campeão Intercontinental (em novo êxito sobre o Independiente) e também retomou a hegemonia no Campeonato Italiano com seu segundo título no futebol local. Na classificação final, três pontos de vantagem da Inter sobre o rival Milan, vice-campeão. Uma conquista de maior magnitude, contudo, viria em 1965-66. Nem tanto pelos números em campo, mas sim pelo valor simbólico.
O terceiro Scudetto de Herrera veio com uma campanha invicta no San Siro e quatro pontos a mais que o vice-campeão, o Bologna. E, além da taça levantada, a conquista valeu um símbolo que até hoje os nerazzurri ostentam no peito: a estrela pelo décimo Scudetto da história do clube. Um motivo para festejar, já que a busca pelo tri europeu ruiu ainda nas semifinais, com eliminação para o Real Madrid.
O sucesso na Internazionale ainda ajudou Herrera a chegar à seleção italiana, dividindo o comando técnico com Ferruccio Valcareggi entre 66 e 67 e lançando as bases para o time que viria ser campeão europeu. A partir de 1967, porém, a situação do treinador começa a se desgastar em Milão. A Inter deixou o título na Série A escapar na última rodada, derrotada pelo frágil Mantova e superada na tabela pela Juventus. Já na Copa dos Campeões, o vexame veio justamente na decisão, com derrota para o surpreendente Celtic.
A saída de Helenio Herrera acabou por acontecer em 1968, mesmo ano em que Angelo Moratti deixa a presidência da Inter. O técnico até executa uma renovação do elenco, mas não atinge sucesso e encerra na quinta colocação do Campeonato Italiano. Sem mais um bom clima dentro do clube, deixa vago o cargo que ocupou por oito anos.
Despedida da beira dos campos
Entre 1969 e 1973, Helenio Herrera passa pelo banco da Roma, mas sem a mesma magia dos tempos de Internazionale. Nas disputas da Serie A, o treinador não passou de posição medianas, obtendo a sua melhor colocação com um sexto lugar em 1970-71. Além disso, sofre um grave acidente de carro que quase lhe custou a vida e o obrigou a usar um colete ortopédico para proteger a coluna. A única alegria na capital italiana acontecera mesmo na temporada de estreia, quando faturou a Coppa Italia sobre o Cagliari.
Depois da passagem entre os giallorossi, o treinador chegou a retornar à Internazionale. Convidado pelo presidente Fraizzoli, Herrera teve um bom início no Campeonato Italiano e na Copa da Itália, mas a saúde o obriga a largar o cargo. Sem ter problemas de pressão, fumar ou beber, sofre um enfarto, cuja causa principal foi o stress. Para se afastar do futebol, o franco-argentino acaba se mudando para a ilha de Mazzorbetto, acessível apenas de barco.
Entre 1976 e 1979, Herrera até volta a trabalhar como treinador, mas longe dos gramados. No pequeno Rimini, que então militava na segunda divisão do calcio, ele opera um papel de consultor técnico. O retorno aos bancos só viria acontecer em 1980, depois de pedidos insistentes do Barcelona.
Foram quatro temporadas na nova estadia na Catalunha, sem acumular resultados tão notáveis como da primeira vez. Em tempos de hegemonia bilbaína, oscilou entre a segunda e a quinta colocação na Liga. O único título na passagem final de sua carreira foi o da Copa do Rei de 1981, conquistada sobre o Sporting Gijón.
Traído pelo coração
Findada a sua carreira como técnico, Helenio Herrera passou a trabalhar como jornalista e comentarista de futebol. Além, o franco-argentino também foi convidado pela Fifa para ministrar cursos para treinadores em diversos países, como Grécia, Colômbia, Argélia, Mauritânia e Ruanda.
Enquanto isso, Herrera continuava lidando com seus problemas de coração. Conviveu as doenças coronárias até o dia 9 de novembro de 1997, quando não resistiu mais, aos 87 anos de idade. Em 2010, ano de seu centenário de nascimento, Il Mago recebeu as devidas homenagens por seu trabalho dentro do futebol. Algo mais que merecido por uma história tão peculiar – e, sobretudo, vitoriosa – dentro do futebol.



