2009… 2010… ????… 2012…

Campinas teve um ano marcante em sua história política e esportiva. Marcante para o bem e para o mal.

Um escândalo de pagamento de propinas derrubou o prefeito da cidade, Hélio de Oliveira Santos, em agosto. Meses depois, o vice Demétrio Vilagra também caiu. O presidente da Câmara dos Vereadores, Pedro Serafim, encerrou 2011 como prefeito e assim seguirá até março, quando uma eleição indireta definirá o novo chefe do legislativo da cidade.

No futebol, os presidentes de Guarani e Ponte Preta, reeleitos em seus mandatos neste ano, não terminaram 2011 no cargo. Leonel Martins de Oliveira foi destituído do poder após tantas promessas vazias e acabou substituído por Marcelo Mingone. Na Ponte, Sérgio Carnielli caiu provisoriamente depois de uma ação da Justiça por conta de irregularidades em 2008.

Ao menos em campo os dois clubes obtiveram bons resultados. No primeiro semestre o Bugre foi vice-campeão da Série A2 do Campeonato Paulista e conquistou o acesso. Na elite, a Macaca foi a quinta colocada e caiu nas quartas de final para o Santos. Já na Copa do Brasil, os dois times campineiros caíram precocemente.

Na Série B do Campeonato Brasileiro, fases distintas dos dois rivais. Enquanto a Ponte lutou desde o início pelo acesso e atingiu seu objetivo, com a terceira colocação, o Guarani sofreu para escapar do rebaixamento o tempo todo. No final, contra todas adversidades possíveis – incluindo seis meses de atraso nos salários – se salvou.

Em 2012, o primeiro semestre dos dois será igual, mas já com pretensões distintas. A Ponte, com a base desta temporada mantida, sonha em estar entre os quatro primeiros do estadual; o Guarani, novamente com Vadão no comando, espera fazer uma boa campanha e não correr qualquer risco de queda. Na Copa do Brasil, o que vier é lucro para ambos.

No segundo semestre, muita diferença. A Macaca estará entre os grandes do país, faturando e querendo mostrar que tem condições de ficar na parte de cima da tabela; o Bugre, por sua vez, reestruturado dentro e fora de campo, quer honrar sua tradição centenária (sim, em 2011 completou 100 anos) e brigar pelo acesso.

Mas o que todos em Campinas querem mesmo em 2012, após um ano de difícil classificação, é um pouco de paz política. Seja na Prefeitura, no Brinco de Ouro da Princesa ou no Moisés Lucarelli. Estádios que, aliás, talvez nem existam mais no seguimento da contagem do título deste texto.

Obs. A edição deste domingo do jornal Correio Popular trouxe uma boa recapitulação de todas essas histórias, a qual me foi muito útil para escrever este post.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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