Aparentemente a saída do capitão Daniele De Rossi segue sem agradar muita gente entre os torcedores da Roma. Nesta quinta-feira, o técnico Claudio Ranieri falou em entrevista coletiva que o clube poderia ter conduzido melhor o caso e, mais ainda, que se dependesse dele, renovaria o contrato do capitão do time. Ele ainda contou a torcedores que foram protestar no centro de treinamento que a decisão foi tomada pelos donos do clube.

A coletiva de imprensa do técnico da Roma foi recheada com perguntas sobre a saída de De Rossi do clube, como esperado. O técnico foi perguntado sobre ele e De Rossi teriam ido falar com torcedores que foram protestar no Centro de Treinamento do clube, em Trigoria. “Eu não pareço ter usado certas palavras que foram atribuídas a mim. Para os torcedores que me perguntaram quem tomou as decisões sobre De Rossi, eu disse: ‘Aqueles em Londres e nos Estados Unidos’”, contou o treinador da Roma.

“É onde o presidente vive e quem é mais próximo a ele [Franco Baldini, que mora em Londres]. Foi isso. Eu não sei nada sobre os planos futuros de Pallotta, eu não falei com eles sobre isso. Eu irei terminar o meu relacionamento com a Roma depois de duas partidas. Eu acredito que todo futebol clube tem partes soltas”, disse Ranieri.

“Vimos alguns times perderem grandes pontos de referência na Itália. Mas como De Rossi é o nosso capitão, uma pessoa na nossa história, talvez sua saída tivesse que ser gerida diferentemente, então ele poderia pensar melhor”, continuou o treinador romanista. “Dado como talvez os torcedores da Roma apoiam o time tão apaixonadamente, talvez fosse necessário ter uma consideração mais cuidadosa”.

“Eu sou um técnico. Se tivessem me perguntado o que eu queria em relação a De Rossi, no caso nós ficaríamos com ele, eu diria que eu o queria porque eu sei que tipo de homem e que tipo de jogador ele é. Nós sempre falamos sobre líderes: há muitos deles. Há um para os torcedores, para as mídias sociais, para os clubes, para os jornalistas. E há aqueles para os técnicos: ele é um técnico em campo, ele raciocina sem ego e para o bem da equipe. Estes são os líderes que queremos como treinadores”, explicou o treinador.

“Baldini não afeta o meu trabalho diário de modo algum. Eu não sei que tipo de relacionamento ele tem com o presidente. Aqui, no meu trabalho, ele não me afeta. Falando de forma geral, eu não sei o que ele faz”, continuou o técnico, sem parecer se preocupar muito em agradar os chefes.

“Eu espero ver um time forte mentalmente, não fisicamente. Está claro que essas situações extras não ajudam. Eu pedi aos torcedores para nos ajudarem e eles foram ótimos. Eu só posso agradecê-los por isso”, continuou Ranieri.

A Roma ainda tem objetivos pela frente neste fim de temporada na Itália. No sábado, irá até Sassuolo enfrentar o time da casa ainda sonhando com Champions League. O time está em sexto lugar, com 62 pontos, a três pontos da Atalanta, quarta colocada e com 65. Restam dois jogos na Serie A. Na última rodada, a Roma enfrenta o Parma, no estádio Olímpico, naquele que será o jogo de despedida de De Rossi.