Portugal

“Tive um desabafo um pouco forte”, admite Lippi

Um dia depois de criticar a torcida de Parma pelas vaias à seleção italiana durante a partida contra o Chipre, o técnico Marcello Lippi procurou se justificar e admitiu ter se excedido nas declarações. A Azzurra venceu por 3 a 2, em seu último compromisso pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, mas chegou a estar perdendo por 2 a 0 e precisou de três gols de Alberto Gilardino para evitar o vexame

Lippi acusou a torcida de “falta de respeito”, não apenas pelas vaias, mas por gritar o nome de Antonio Cassano, atacante que tem sua convocação defendida por boa parte da imprensa e do público. O técnico considerou a postura do público “uma vergonha” e disse que os torcedores “precisam amar mais a seleção”.

“Tive um desabafo, talvez um pouco forte”, disse Lippi em comunicado no site da federação italiana. “Conhecendo bem meus jogadores, o entusiasmo, a paixão e a vontade que eles colocam em campo, não consegui ficar falado. Fiquei irritado e desabafei, é minha maneira de cuidar da equipe. As críticas e as vaias existem desde sempre, quem me antecedeu na seleção teve de enfrentar as mesmas situações, mas considero que o dever do comandante seja fazer notar cer tas coisas”.

O treinador lembrou que a equipe foi totalmente modificada após conquistar sua classificação no último sábado, empatando por 2 a 2 com a Irlanda em Dublin: “Era lógico que, tendo mudado a equipe por inteiro e com a vaga já garantida, com uma vaga de antecipação, encontrássemos algumas dificuldades. Mas não esperava as vaias depois de dez minutos de jogo, a uma equipe campeã mundial que está fazendo seu trabalho”.

Sobre as críticas de Dino Zoff, que o chamou de “arrogante”, Lippi desconversou: “Cada um é livre para pensar o que quiser”.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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