Portugal 2011/12

Primeiro, uma explicação: essa coluna foi escrita no dia 6 de maio, mas para publicação somente ao término da temporada (ou seja, depois da decisão da Taça de Portugal), sendo atualizada no que foi necessário após a última rodada da época e a decisão da Taça. A razão para o “review” ter sido antecipado é que, em virtude de uma nova experiência profissional iniciada na semana seguinte à conclusão do texto, esta é minha coluna de despedida aqui na Trivela, site para o qual escrevi pela primeira vez em 2007 – à ocasião ainda estudante de Jornalismo, redigindo textos para a seção “Conheça o Clube”.
Durante duas temporadas e meia, fiz o possível para acompanhar tudo sobre o futebol português, assumindo a dura missão de substituir Zeca Marques, que há muitos anos assinava com maestria o espaço aqui destinado aos lusos. Assim, despeço-me agradecendo a todos da atual equipe trivelista (Ubiratan Leal, Caio Maia, Pedro Venancio, Leandro Stein e Felipe Lobo) e aos que aqui trabalharam durante esses quase cinco anos como colaborador, como Cassiano Gobbet, Tomaz Alves, Gustavo Hofman e Leonardo Bertozzi – este último, inclusive, quem me fez o convite para escrever neste espaço, no final de 2009.
E, claro, deixo um agradecimento especial aos leitores que, durante todo esse tempo, acompanharam esse trabalho. Sem mais delongas, confiram o resumo da temporada 2011/12 do Campeonato Português. Grande abraço a todos, e muito obrigado por tudo!
Lincoln Chaves
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Porto
Colocação final: 1º, com 75 pontos
Técnico: Vitor Pereira
Maior vitória: 5×0 Nacional (8ª rodada)
Maior derrota: 3×1 Gil Vicente (17ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões; eliminado na segunda fase da Liga Europa
Principal jogador: Hulk
Decepção: Alvaro Pereira
Artilheiro: Hulk (16 gols)
Nota da temporada: 8,5
Justo campeão, o Porto apresentou um futebol aquém do que seu elenco possibilitava. Muito dependente de Hulk no início do torneio, a equipe demorou a se acertar e acabou decepcionando na Liga dos Campeões e na Liga Europa. A ausência em torneios internacionais, porém, acabou jogando a favor do time dirigido por Vítor Pereira. Com um grupo acostumado a decidir, os Dragões cresceram na reta final, aproveitando o desgaste de Benfica e Braga, principais concorrentes, e garantiram o bicampeonato há duas rodadas do fim. Mas podiam ter mostrado mais do que se viu.
Benfica
Colocação final: 2º, com 69 pontos
Técnico: Jorge Jesus
Maior vitória: 5×1 Rio Ave (13ª rodada)
Maior derrota: 3×2 Porto (21ª rodada)
Competição continental: eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões
Principal jogador: Javi Garcia
Decepção: Javier Saviola
Artilheiro: Oscar Cardozo (20 gols)
Nota da temporada: 7
O Benfica foi uma espécie de “cavalo paraguaio” ao longo da época. Teve ótima largada, viveu momentos muito bons – simultaneamente – no Campeonato Português e na Liga dos Campeões, e apresentou uma variedade de opções em seu elenco que faltou na temporada anterior. Mas quando o ano afunilou, as Águias sentiram o baque. A série de tropeços na liga nacional – na qual o time chegou a abrir cinco pontos para o Porto, no meio do torneio – foi decisiva para a perda de ânimo da equipe, algo que Jorge Jesus não conseguiu contornar. Como em 2010/11, a Taça da Liga ficou de consolo.
Braga
Colocação final: 3º, com 62 pontos
Técnico: Leonardo Jardim
Maior vitória: 4×0 Vitória de Guimarães (20ª rodada)
Maior derrota: 3×2 Porto (11ª rodada) e 3×2 Sporting (30ª rodada)
Competição continental: eliminado na segunda fase da Liga Europa
Principal jogador: Hugo Viana
Decepção: Fran Merida
Artilheiro: Lima (20 gols)
Nota da temporada: 8
Mais uma temporada acima das expectativas do Braga, ainda que essa, em especial, termine com a sensação de que o time podia ter ido além do que foi. Recordista de vitórias consecutivas no campeonato (13), os Arsenalistas entraram no top 3 na 15ª rodada e de lá não mais saíram. Chegaram até a assumir a liderança do torneio há seis rodadas do fim, mas as derrotas para Porto e Benfica derrubaram a moral do elenco. Apesar da queda vertiginosa de rendimento na reta final, as atuações seguras de nomes como Hugo Viana, Lima e Miguel Lopes foram capazes de reconduzir os minhotos à Liga dos Campeões.
Sporting
Colocação final: 4º, com 59 pontos
Técnicos: Domingos Paciência (até 18ª rodada) e Ricardo Sá Pinto
Maior vitória: 6×1 Gil Vicente (8ª rodada)
Maior derrota: 2×0 Marítimo (18ª rodada), Gil Vicente 2×0 (23ª rodada) e 2×0 Porto (29ª rodada)
Competição continental: eliminado nas semifinais da Liga Europa
Principal jogador: Rui Patrício
Decepção: Alberto Rodríguez
Artilheiro: Ricky van Wolfswinkel (14 gols)
Nota da temporada: 6,5
O começo da época trouxe esperanças ao Sporting, mas seu desenrolar foi preocupante, com queda brusca de rendimento, afastamento na briga pelo título e o técnico Domingos Paciência perdendo o comando do grupo. Veio Sá Pinto e os Leões se reencontraram. Com um esquema compacto, o time alcançou às semifinais da LE – deixando para trás o milionário Manchester City – e até sonhou com vaga na Liga dos Campeões. A “mancha” ficou pela perda da Taça de Portugal para a Acadêmica. Para uma equipe que parecia se apequenar a cada ano, a temporada se encerra com um saldo “regular”. Dos males, o menor…
Marítimo
Colocação final: 5º, com 50 pontos
Técnico: Carlos Pereira
Maior vitória: 3×1 União de Leiria (5ª rodada)
Maior derrota: 4×1 Benfica (27ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Danilo Dias
Decepção: Tchô
Artilheiro: Baba Diawara (10 gols)
Nota da temporada: 8,5
O Marítimo é, talvez, o grande vitorioso da temporada. Com orçamento limitadíssimo e mesmo perdendo seu principal jogador (Baba Diawara) para o Sevilla, manteve-se no top 5 da Liga em 26 das 30 rodadas do certame, disputando ponto a ponto o quarto lugar com o Sporting – isso porque até a metade da época, chegou até a beliscar espaço na briga por Liga dos Campeões, dada a irregularidade do pelotão de frente. Nas cinco últimas rodadas, faltou gás e os maritimistas somaram só dois pontos em 15 possíveis. Apesar disso, o quinto lugar é honroso e premia o belo trabalho do técnico Carlos Pereira.
Vitória de Guimarães
Colocação final: 6º, com 45 pontos
Técnico: Manoel Machado (1ª rodada) e Rui Vitória
Maior vitória: 5×1 Paços de Ferreira (10ª rodada)
Maior derrota: 5×0 Sporting (22ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase eliminatória da Liga Europa
Principal jogador: Edgar Silva
Decepção: Pedro Mendes
Artilheiro: Edgar Silva (11 gols)
Nota da temporada: 5,5
Apesar da sexta posição não ser lá um pesadelo, o Vitória de Guimarães fez seu torcedor sofrer. Primeiro pelo pífio início de temporada, com seis derrotas nos oito primeiros jogos. Depois, com a irregularidade da equipe ao longo do torneio (foram 14 vitórias e 13 derrotas). Mas o grande temor foi mesmo a crise financeira vivida pelos vimaranenses, que chegaram a atrasar quase oito meses de salários. O Guimarães até conseguiu negociar as dívdidas com os atletas – que seguiram no clube até o fim do campeonato -, mas encerra 2011/12 deixando muitas dúvidas sobre o futuro do elenco para a nova temporada.
Nacional
Colocação final: 7º, com 44 pontos
Técnico: Ivo Vieira (9ª rodada) e Pedro Caixinha
Maior vitória: 4×1 Acadêmica (19ª rodada)
Maior derrota: 5×0 Porto (8ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase eliminatória da Liga Europa
Principal jogador: Claudenir
Decepção: Candeias
Artilheiro: Mário Rondon (10 gols)
Nota da temporada: 6
Com exceção da questão dos atrasos salariais, a temporada do Nacional seguiu quase o mesmo roteiro da vivida pelo Vitória de Guimarães, no que diz respeito à irregularidade. “Quase”, porque o time madeirense fez boa campanha na Taça de Portugal, caindo para o Sporting nas semifinais. Após passar a primeira metade do torneio flertando com o rebaixamento, os alvinegros mostraram evolução a partir de fevereiro. Nos últimos sete jogos, a equipe emplacou seis vitórias. Tarde demais para sonhar com vaga na Liga Europa, mas suficiente para fortalecer o trabalho do bom técnico Pedro Caixinha.
Olhanense
Colocação final: 8º, com 39 pontos
Técnico: Daúto Fáquira (13ª rodada) e Sérgio Conceição
Maior vitória: 3×1 União de Leiria (21ª rodada)
Maior derrota: 2×0 Acadêmica (12ª rodada), 2×0 Rio Ave (18ª rodada) e 2×0 Porto (25ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Fabiano Freitas
Decepção: Vasco Fernandes
Artilheiro: Wilson Eduardo (7 gols)
Nota da temporada: 7
O oitavo lugar foi recebido com bastante alegria pelo agora centenário Olhanense. Mesmo com recursos escassos, o time do Algarve em nenhum momento foi além da 11º posição na temporada. Deu também bastante trabalho aos grandes, arrancando empates em casa com Porto, Sporting e Benfica – além de outra igualdade contra os Leões, mas em Alvalade. Quando a canoa parecia a caminho de sair do controle, a chegada do ex-jogador Sérgio Conceição ao comando técnico da equipe deu nova alma ao time. Para quem esperava lutar contra o rebaixamento, os rubro-negros deixam a época com razões para sorrir.
Gil Vicente
Colocação final: 9º, com 34 pontos
Técnico: Paulo Alves
Maior vitória: 3×1 Porto (17ª rodada), 3×1 Vitória de Guimarães (28ª rodada) e 3×1 Feirense (30ª rodada)
Maior derrota: 6×1 Gil Vicente (8ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Hugo Vieira
Decepção: Yero
Artilheiro: Claudio (8 gols)
Nota da temporada: 7
Ótima temporada de reestreia na elite após cinco anos de ausência, fruto da manutenção de um grupo de trabalho que veio da época anterior, na Liga de Honra. O Gil Vicente fez campanha segura ao longo de toda a temporada. Não flertou com o rebaixamento e ainda fez grande campanha na Taça da Liga, alcançando a decisão deixando o rival Braga para trás e vendendo muito caro o título do torneio ao Benfica. Ao longo da época, apresentou bons jogadores, como o atacante Hugo Vieira (negociado com as Águias), o goleiro Adriano Facchini e o lateral Júnior Caiçara, sob o comando do bom Paulo Alves.
Paços de Ferreira
Colocação final: 10º, com 31 pontos
Técnico: Rui Vitória (3ª rodada), Luís Miguel (11ª rodada) e Henrique Calisto
Maior vitória: 4×2 União de Leiria (17ª rodada)
Maior derrota: 5×1 Vitória de Guimarães (10ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Lorenzo Melgarejo
Decepção: Caetano
Artilheiro: Lorenzo Melgarejo (10 gols)
Nota da temporada: 5,5
Pelo que apresentou em outras temporadas, pode-se dizer que o Paços de Ferreira teve uma temporada fraca. O primeiro turno foi preocupante, com dez derrotas e somente duas vitórias. Nas 15 rodadas finais, os Castores demonstraram alguma reação, emplacando seis vitórias – três delas consecutivas, entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro – o suficiente para distanciar o time da zona de perigo. Em que pesem as boas atuações do paraguaio Lorenzo Melgarejo, basta lembrar que, nas últimas duas épocas, os pacenses brigaram enfaticamente por vaga na Liga Europa. Poderia ter se visto bem mais.
Vitória de Setúbal
Colocação final: 11º, com 30 pontos
Técnico: Bruno Ribeiro (18ª rodada) e José Mota
Maior vitória: 3×2 Beira Mar (20ª rodada)
Maior derrota: 4×1 Benfica (15ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Diego
Decepção: Hugo Leal
Artilheiro: Meyong (3 gols)
Nota da temporada: 5
Chega a ser praxe dizer que o Vitória de Setúbal encerra a temporada com a sensação de ter feito o que lhe era possível: fugir do rebaixamento. Após um início irregular, os sadinos vivenciaram uma fase complicada, acumulando 12 jogos sem vitórias. A reação ocorreu somente na 20ª rodada, quando os setubalenses obtiveram cinco vitórias em sete partidas e espantaram o risco de queda. A decepção maior ficou por conta da falta de equilíbrio do grupo – foram apenas 24 gols marcados (pior ataque) e 49 sofridos (terceira pior defesa). No fim, permanecer na primeira divisão foi lucro aos vitorianos.
Beira Mar
Colocação final: 12º, com 29 pontos
Técnico: Rui Bento (20ª rodada) e Ulisses Morais
Maior vitória: 3×0 Vitória de Guimarães (3ª rodada) e 3×0 Paços de Ferreira (13ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Rio Ave (21ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Artur
Decepção: Cristiano
Artilheiro: Nildo Petrolina (5 gols)
Nota da temporada: 5,5
Após uma temporada 2010/11 relativamente segura, o Beira Mar sofreu na época recém-findada. Foi o segundo time com mais derrotas no campeonato (17) e, em que pese a razoável atuação defensiva da equipe (quinta menos vazada), o ataque deixou a desejar – especialmente agora que não havia a qualidade de Wilson Eduardo para levar a bola para as redes. Artur foi mais uma vez o líder da equipe, mas jogou praticamente sozinho em um time que entre o fim do primeiro turno e parte do segundo, ficou nove jogos sem vencer – sendo derrotado oito vezes no período – e quase “pediu” para cair.
Acadêmica
Colocação final: 13º, com 29 pontos
Técnico: Pedro Emanuel
Maior vitória: 4×0 Nacional (4ª rodada) e 4×0 Feirense (6ª rodada)
Maior derrota: 4×1 Benfica (5ª rodada) e 4×1 Nacional (19ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Adrien Silva
Decepção: Edinho
Artilheiro: Éder (6 gols)
Nota da temporada: 7
A temporada tinha tudo para terminar em tragédia para a Acadêmica. Se o começo do torneio ainda esteve dentro de uma expectativa inicial, o desenrolar do certame foi assustador: foram 16 jogos sem vencer, que colocaram o time na zona de perigo a duas rodadas do fim. O rebaixamento só foi afugentado na jornada final, com uma vitória salvadora contra o Vitória de Guimarães. Mas a maior alegria da época foi a conquista inesperada da Taça de Portugal sobre o Sporting, dando fim a uma fila de 73 anos. Pois é: os Estudantes foram de quase rebaixado à Liga de Honra à fase de grupos da Liga Europa.
Rio Ave
Colocação final: 14º, com 28 pontos
Técnico: Carlos Brito
Maior vitória: 4×0 Beira Mar (21ª rodada)
Maior derrota: 5×1 Benficaa (13ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: João Tomás
Decepção: Pateiro
Artilheiro: João Tomás (11 gols)
Nota da temporada: 5,5
Na temporada anterior, após um primeiro turno muito ruim, o Rio Ave disparou e, liderado por João Tomás, quase arrancou uma vaga na Liga Europa. Não foi o que aconteceu dessa vez. Foram apenas três vitórias nos últimos 15 jogos, além de um jejum de oito jogos sem saber o que é triunfar. O que chama atenção é que o elenco até tinha opções para se fazer uma campanha melhor, em especial porque os jovens Kelvin e Christian Atsu, emprestados pelo Porto, agradaram e devem ser aproveitados nos Dragões em 2012/13. O problema é que o restou do grupo não ajudou como poderia, em especial o meio-campo.
Feirense
Colocação final: 15º, com 24 pontos
Técnico: Quim Machado (25ª rodada) e Henrique Nunes
Maior vitória: 4×0 União de Leiria (28ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Acadêmica (6ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Paulo Lopes
Decepção: Carlos Fonseca
Artilheiro: Bédi Buval (8 gols)
Nota da temporada: 5
Recém-promovido, o Feirense adotou uma estratégia semelhante a do Gil Vicente: apostou na manutenção da base que obteve o acesso. A opção até foi coerente com a realidade financeira do clube e as perdas que antecederam a temporada. O problema é que o elenco era bem inferior ao gilista, o que dificultou bastante a missão. Não à toa, o bom goleiro Paulo Lopes acabou sendo, de longe, o grande destaque de um time até bem organizado e que brigou muito ao longo das 30 rodadas do certame, mas que não tinha condições técnicas de permanecer na elite. No fim, o rebaixamento foi mesmo inevitável.
União de Leiria
Colocação final: 16º, com 19 pontos
Técnico: Pedro Caixinha (3ª rodada), Vitor Pontes (6ª rodada), Manuel Cajuda (22ª rodada) e José Dominguez
Maior vitória: 2×0 Vitória de Setúbal (9ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Benfica (14ª rodada), 4×0 Porto (18ª rodada) e 4×0 Feirense (28ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Gottardi
Decepção: Elvis
Artilheiro: Bruno Moraes (6 gols)
Nota da temporada: 4
O União de Leiria virou um dos protagonistas do torneio após a rescisão conjunta de 16 jogadores pelo atraso de cinco meses no pagamento dos salários, que levou a equipe a encarar o Feirense, na antepenúltima rodada, com somente oito atletas. Isso porque até horas antes do confronto, não se sabia nem se o Leiria iria ao gramado. Mas a crise financeira vivida pelos Lis já vinha influenciando a pífia temporada da equipe – que permaneceu somente 10 rodadas fora da zona de rebaixamento – desde o início. Nem os quatro técnicos que passaram pela equipe foram capazes de ditar um fim de época diferente ao Leiria.



