Portugal

O Porto empatou aos 18 minutos dos acréscimos de um jogo de final louco com o Arouca

Foram 20 minutos de acréscimo em uma partida que teve de tudo: erro do árbitro, gol e pênalti anulado, penalidade perdida e gol no minuto quase final

Porto e Arouca fizeram um dos jogos com final mais complicado de se entender dos últimos tempos. Prova disso que foram nada menos do que 20 minutos de acréscimos no segundo tempo, sendo que o gol que deu o empate em 1 a 1 aos portistas, feito pelo atacante brasileiro Evanílson, veio aos 108 minutos de partida. Emoção foi o que não faltou nesta tarde no Estádio do Dragão.

Começo do jogo do Porto nem importa tanto, mas tudo bem

Com um final de jogo com o que tivemos em Porto x Arouca, é meio que desnecessário falar do que aconteceu até os 85 minutos de jogo, mesmo que isso envolva sim um gol dos visitantes. Afinal, tudo que fez desse empate em 1 a 1 especial aconteceu na quase meia hora que se passou após os 40 minutos do segundo tempo. Mas já chegamos lá.

Primeiro, tivemos um porto de Sergio Conceição como sempre com sua linha alta, mas encarando um Arouca preparado para esse tipo de pressão. A linha defensiva com cinco jogadores do time visitante conseguiu segurar a pressão por quase todo o jogo, rendendo ainda um gol que quase levou ao que seria uma gigante vitória, mas acabou sendo um empate amargo, mas ótimo dado o fato de que é muito difícil tirar pontos do Porto no Dragão.

O Porto até chegou abrir o placar logo, aos 14 minutos de jogo, mas teve o gol anulado. Taremi, em posição irregular, desviou belíssimo cruzamento de João Mário pela direita, e fez o que seria um gol que podia clarament ter aberto uma goleada, dada a pressão que a equipe exercia. Não valeu e não foi suficiente para mudar o panorama da partida, pelo contrário. Foi um ataque contra defesa até os 39 minutos do segundo tempo.

Porto x Arouca teve um final louco que rendeu 20 minutos de acréscimo

Bom, vamos por partes. Tudo seguia em um 0 a 0 de ataque do Porto martelando inutilmente a defesa do Arouca, que heroicamente resistia. Até que numa escapada pela esquerda de Cristo González, o Arouca abriu o placar. Silêncio mortal em um Dragão perplexo com o que até então parecia ser uma derrota mais do que injusta, completamente inesperada. Mas calma, vamos com calma.

Aos 45 minutos do segundo tempo o alívio parecia finalmente ter vindo aos portistas: pênalti marcado em cima de Taremi. Então, sem sequer ir ao VAR, o árbitro Miguel Nogueira decidiu voltar atrás em sua decisão e instaurou o caos na partida. Apenas nessa briga para saber se o pênalti seria ou não efetivado, se perderam cerca de cinco minutos de um jogo que já estava nos acréscimos quando a penalidade foi inicialmente assinalada. Ela acabou anulada mesmo se a ida ao árbitro de vídeo.

E o Porto seguiu martelando, tentando um cada vez mais improvável empate e, novamente, a possibilidade surgiu diante de uma penalidade máxima. Já eram marcados 13 minutos de acréscimo quando Taremi foi novamente derrubado na área e, desta vez sim, o pênalti foi anotado. Empate do Porto, certo? Errado, pois Galeno cobrou e o goleiro uruguaio Ignacio de Arruabarrena fez excelente defesa.

Por conta de toda a confusão, o árbitro havia indicado um total de 17 minutos de tempo de acréscimo, mas não cumpriu com sua decisão com exata firmeza e a partida acabou somente aos 110 minutos, como se tivéssemos tido quase dois tempos completos de prorrogação. Melhor para o Porto, que com o brasileiro Evanílson, aos 108 minutos, fez um gol de empate que o torcedor não sabe se chora como derrota por perder pontos em casa para Arouca, como vitória por ter sido obtido aos 108 minutos de jogo, ou só como um empate com um final caótico mesmo.

Foto de Leonardo Sacco

Leonardo Sacco

Formado em Jornalismo pela Cásper Líbero, fez categorias de base na TV Gazeta, Olheiros e Impedimento. Se profissionalizou no Yahoo e desde junho de 2023 é coordenador de conteúdos editoriais da Trivela.
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