Portugal

Mathieu bateu num adversário sem bola e o Braga x Sporting terminou em confusão

O Braga se classificou à decisão da Taça da Liga de Portugal. E a vitória por 2 a 1 sobre o Sporting nesta terça-feira será bem mais lembrada pela deslealdade protagonizada por Jérémy Mathieu do que pelo triunfo dos arsenalistas por 2 a 1. O zagueiro perdeu totalmente a compostura durante os minutos finais do jogo e pegou um adversário sem a bola, antes de causar uma enorme confusão entre os jogadores de ambas as equipes. Mais uma decepção aos leoninos, que vivem uma temporada claudicante.

O Braga arrancou uma vitória cheia de emoção no Estádio Municipal de Braga. O time da casa abriu o placar com Ricardo Horta, aos oito minutos, e Mathieu empatou aos 44. Durante o segundo tempo, o Sporting ficou com um a menos, após Yannick Bolasie receber o vermelho direto. O congolês escorregou em uma disputa de bola, mas levantou as travas e pegou a perna do adversário, em lance revisado no vídeo. Já o tento decisivo veio aos 45 da etapa final, com o atacante Paulinho concluindo de cabeça.

A revolta de Mathieu aconteceu depois disso. Em um lance na lateral do campo, Ricardo Esgaio recebeu a bola e já tocou, mas o francês não quis perder a viagem. O veterano deu uma pancada no meio da perna do adversário e nem esperou a expulsão, já caminhando rumo aos vestiários. Antes de chegar até lá, muitos jogadores do Braga foram tirar satisfação. Na frente do banco sportinguista, começaram as cenas lamentáveis, que ao menos não terminaram em pancadaria. Reservas em suas equipes, o rodado goleiro Eduardo e o brasileiro Eduardo Henrique também receberam o vermelho direto.

Mathieu corre o risco de pegar uma sanção pesada. Enquanto isso, o Braga pode pensar na decisão. Os minhotos aguardam o vencedor da outra semifinal, que acontece nesta quarta-feira, reunindo Vitória de Guimarães e Porto. A decisão está marcada para o próximo domingo, também no Estádio Municipal de Braga.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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