Jonas chega com moral à Seleção com gol no último minuto e liderança na Chuteira de Ouro
O Benfica sabia que precisava vencer. O Sporting, segundo colocado nos calcanhares dos encarnados, goleou o Arouca no sábado, 5 a 1, e colocou pressão no rival da capital. Era preciso vencer, ou o Sporting se igualaria na tabela. O problema era que o jogo se encaminhava para um 0 a 0 com o Boavista, que luta contra o rebaixamento. Foi só nos acréscimos, quando o relógio já apontava o fim do jogo, que Jonas aproveitou lançamento para dentro da área para marcar. Seu 29º gol na liga portuguesa, que o torna artilheiro não só de Portugal, mas da Europa, ao lado do argentino Gonzalo Higuaín (que fez dois gols na rodada do italiano, no domingo). Um gol no último minuto, logo antes de se apresentação à Seleção, que joga as Eliminatórias.
LEIA TAMBÉM: Kanté, Tah, Aduriz: 10 destaques que, de última hora, ganham a chance de ouro para ir à Euro
Jonas não estava na lista inicial de Dunga. O convocado era Kaká, do Orlando City, que se machucou. O treinador, então, convocou Roberto Firmino, que vem muito bem no Liverpool. Só que o jogador do clube inglês também se lesionou. Foi então que Jonas foi chamado. Por linhas muito tortas, mas o benfiquista estará lá para representar o Brasil nos jogos contra Uruguai, em casa, e Paraguai, fora de casa. Chega em uma posição que o time não tem muitas opções. Ricardo Oliveira é quem veste a camisa 9 nos últimos jogos. Vem de um 2015 brilhante e começa 2016 apagado. Jonas, ao contrário, vem voando.
O seu gol no último minuto permitiu que o Benfica continuasse na liderança do Campeonato Português, que ele mesmo continuasse na liderança da Chuteira de Ouro e joga um pouco mais de pressão para que Dunga o coloque em campo. Porque não convocar é ruim, mas convocar para colocar por poucos minutos também não resolve. Com o jogador em uma fase tão boa, o que se espera é que, pelo menos, ele tenha uma boa chance de entrar em campo. O seu instinto artilheiro está afiado na temporada e, mesmo sem ser um centroavante típico, um camisa 9 clássico, ele pode ser um atacante de muita utilidade para o time.
Jonas nunca teve a grife de outros atacantes que passaram pela Seleção antes dele. Nunca foi, nem será, um craque. Muitos jogadores brasileiros não serão também, mas continuam sendo convocados. O momento é de Jonas. Seria muito injusto que, em um time que não acha um centroavante para chamar de seu, o camisa 17 do Benfica não entre em campo. É a hora dele.



