Portugal

Carreira de Julio César renasce com o possível último ato no Benfica

Exceto pelo espaço que reconquistou na seleção brasileira com Felipão, Julio César via sua carreira em declínio desde a saída da Internazionale, em 2012. No fraco Queens Park Rangers, o goleiro nunca convenceu de maneira efetiva o técnico Harry Redknapp, apesar de algumas boas atuações em sua temporada de estreia, antes do time cair para a segunda divisão. Mesmo no segundo escalão do futebol inglês, não teve lugar no time londrino. Agora, com o QPR de volta à Premier League, sem fazer parte dos planos dos R’s, ganhou uma nova chance de se destacar, justo naqueles que podem ser os últimos atos de sua carreira. Julio César chega ao Benfica com alta probabilidade de ser titular e, considerando o bom momento que vive o time de Lisboa, tem tudo para reverter o que viveu nos últimos dois anos.

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A posição de goleiro não foi o lado mais forte dos Encarnados nos últimos anos. Eduardo, hoje no Dinamo Zagreb, e o brasileiro Artur nunca transmitiram a confiança que torcedores de um clube como o Benfica esperam. Jan Oblak, que foi a exceção recentemente, atuou por apenas seis meses e foi tão bem que acabou acertando com o Atlético de Madrid, que precisava de uma reposição para Courtois. Levando-se em conta que a concorrência que restou na posição é de Artur, que não goza de prestígio algum no clube, Julio César chega para ser titular.

Aos 34 anos, o goleiro da seleção brasileira na Copa acertou por dois anos com o Benfica. Não tem como afirmar com certeza com tamanha antecedência, mas a idade sugere a possibilidade de o time português ser o último de Julio César. Com a perda de relevância que teve no cenário mundial nos últimos dois anos, encontrar um espaço de titular em um time que ganhou tudo o que pode no cenário nacional na temporada anterior e que ainda está na Liga dos Campeões parece melhor que a encomenda para o goleiro.

O brasileiro tem qualidade para se destacar no Benfica. O limbo ao qual foi condenado no Queens Park Rangers não era proporcional ao que ele poderia representar de fato. Julio César sofreu, sim, uma queda de patamar em relação ao ápice que viveu em Milão, mas não a ponto de ser um jogador que seja dispensado, sem compensação financeira, por um time como o QPR, como na verdade aconteceu. Com o depósito de confiança que os Encarnados estão dando a ele e com o respaldo de um time bem montado, de situação confortável em Portugal, o goleiro poderá ter uma reta final muito mais tranquila que seus últimos dois anos na Inglaterra.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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