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Sampaoli impôs derrota ao Brasil na estreia, mas jogo teve pontos positivos para os dois lados

O Brasil de Tite finalmente foi derrotado. Na estreia de Jorge Sampaoli na Argentina, o Brasil acabou derrotado por 1 a 0 em amistoso disputado na Austrália. O resultado não foi bom, mas a atuação da equipe teve bons momentos. Apesar de um nível abaixo de outros jogos – como contra a própria Argentina, pelas Eliminatórias –, o time teve bons momentos no ataque, com Coutinho, Gabriel Jesus e Willian. A Argentina, mesmo sem uma exibição tão boa quanto seu potencial, já mostrou mais organização e deixou bons sinais também.

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Nas escalações, algumas mudanças. Weverton começou no gol da Seleção, com Fagner na lateral direita, Thiago Silva e Gil na zaga e Filipe Luís na lateral esquerda. No meio, Fernandinho foi o volante recuado, com os titulares Paulinho e Renato Augusto. Mais à frente, Coutinho, pela direita, e Willian, pela esquerda, faziam companhia a Gabriel Jesus, comandante de ataque. Vale lembrar que muitos jogadores ganharam folga, como Neymar, Dani Alves e Marcelo.

Na Argentina, como esperado, muitas mudanças, inclusive no sistema de jogo. O 3-4-3 de Sampaoli apareceu Romero no gol; Maidana, Mercado e Otamendi; José Gomez, Biglia, Banega e Di María; Messi, Dybala e Higuaín. O problema é que, do ataque, só Messi pareceu querer jogo. Ele buscou muito a bola, inclusive bem no meio-campo, recuado. Os zagueiros foram muito bem e o time teve uma boa posse de bola. Ainda falta bastante, mas o time já se mostrou bem mais organizado. Banega e Biglia deram uma boa saída de bola ao time.

Diante de 95.569 pessoas no estádio Melbourne Cricket Ground, os dois times começaram o jogo de maneira bem corrida. Muita velocidade dos dois lados. Logo a cinco minutos, Di María, pela esquerda, foi lançado nas costas da zaga e chegou desequilibrado, mas chutou no canto de Weverton e acertou a trave.

Aos 17 minutos, uma ótima jogada trabalhada pelo Brasil. Gabriel Jesus deu um passe inteligente para Fagner na direita e o lateral tocou para o meio. Renato Augusto chegou tocando colocado, mas a bola foi por cima.

No final do primeiro tempo, a Argentina abriu o placar. Cobrança ensaiada pelo lado esquerdo, bola rolada para trás para um novo cruzamento que Otamendi cabeceou, a bola bateu na trave e sobrou para Mercado, totalmente livre, tocar para o gol vazio.

No segundo tempo, o Brasil tentou pressionar desde o começo. E Gabriel Jesus perdeu uma chance incrível. Ele recebeu um ótimo passe de Fernandinho, saiu na cara do gol, tirou do goleiro e… Chutou na trave. No rebote, Willian tentou o chute e também bateu na trave.

À medida que o tempo passava, Tite fez uma mudança interessante. Tirou Renato Augusto e colocou Douglas Costa. Com isso, o time passou a ter três jogadores atrás do centroavante, Gabriel Jesus. O time criou boas chances e poderia ter empatado o jogo. Foram 13 chutes a gol do Brasil contra nove da Argentina.

Os gols perdidos por Gabriel Jesus e Coutinho acabaram fazendo diferença. O time poderia ter empatado e o Brasil conseguiu criar boas chances de gol. Faltou mais eficiência no ataque contra uma Argentina mais organizada do que nas últimas vezes. O time teve boa postura em campo na área de criação, com Willian também participando bastante do jogo.

Mesmo sem nenhuma atuação excepcional na Seleção, o Brasil teve pontos a serem ressaltados. Em um jogo que valesse mesmo, será preciso ser mais preciso nas finalizações. Aliás, será preciso finalizar mais e melhor também.

Apesar dos pontos positivos, Tite pareceu bem incomodado com a derrota. E precisa estar mesmo. Alguns pontos podem ser revistos. Um deles é Fagner, que não teve uma boa atuação. Rafinha, que entrou no segundo tempo, pode ser uma opção mais interessante para o próximo jogo. Também fica a ideia de testar a formação com um jogador mais ofensivo, como Douglas Costa, no lugar de Renato Augusto. Pode ser uma formação diferente.

O próximo jogo do Brasil será contra a Austrália na terça-feira, dia 13, também às 7h da manhã. A transmissão, mais uma vez, será feita pela TV Cultura, TV Brasil, Facebook da CBF e UOL.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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