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O Auckland finalmente voltou a avançar no Mundial, mas não exatamente por sua qualidade

O Mundial de Clubes começou mal. Não por falta de vontade da torcida do Moghreb Tétouan, que lotou o estádio em Rabat e apoiou bastante a sua equipe. O problema mesmo acabou sendo o que aconteceu dentro de campo. A equipe marroquina esteve longe de repetir o Raja Casablanca e, em uma partida fraquíssima, não saiu do 0 a 0 com o Auckland City. Decisão nos pênaltis, que acabou por garantir a primeira classificação dos neozelandeses no torneio desde 2009: Khallati carimbou a trave na cobrança derradeira e os hexacampeões da Oceania ficaram com a vitória por 4 a 3.

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O nível técnico da partida preliminar do Mundial foi baixíssimo. Poucas chances de gol, quase todas geradas em erros da defesa, e falta de pontaria no ataque. O domínio em campo se alternava e, embora tocasse a bola um pouco melhor, o Moghreb pressionou menos do que o Auckland. Decepção para a torcida alvirrubra nas arquibancadas e também para a cidade marroquina de 320 mil habitantes, que se mobilizou nas ruas para assistir ao jogo que carregava o nome de Tétouan ao resto do mundo.

Já na decisão por pênaltis, pesou a precisão do Auckland. O goleiro Williams defendeu logo o primeiro chute dos marroquinos e, ainda que Bilen tenha perdido o seu, os neozelandeses buscaram a vitória. Um feito e tanto para uma equipe semiprofissional, independente do domínio no continente. Depois de três eliminações consecutivas na primeira fase, chegar às quartas de final vale tanto quanto um título para o clube de pouquíssimos recursos.

Só é difícil de imaginar que, neste nível, o Auckland possa amarrar o jogo contra o Sétif e buscar a inédita semifinal. O buraco contra os campeões africanos será um pouco mais fundo, já que eles também devem contar com uma massiva torcida vinda da Argélia. Que da próxima vez, pelo menos, o jogo seja um pouco menos torturante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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