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No caminho do Brasil, Irã é potência no futsal e fez jogo duro há dez meses

Por Paulo Silva Junior

Novembro de 2015, final do Grand Prix de Futsal em Uberaba. O Irã, depois de passar pelo Paraguai na semifinal, enfrentaria o favorito Brasil na decisão. E, surpreendendo quem talvez não conhecesse a força do país na modalidade, a equipe asiática fez jogo duro, de altíssimo nível, marcou belos gols e vendeu caro a derrota por 4 a 3. Na saída de quadra, Falcão disse: “Foi um jogo para entrar de vez no clima de Copa do Mundo. Muita gente não tem noção da força que é o Irã”.

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Dez meses depois, é exatamente o Irã, terceiro colocado do Grupo F, que aparece no caminho da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de Futsal, em confronto marcado para quarta-feira, às 19h30, em Bucaramanga. O típico rival que, se a referência for o futebol de campo, pode soar como fácil. Mas, apesar do favoritismo brasileiro, merece toda a atenção.

O Irã é a grande seleção de futsal da Ásia, vencendo 11 das 14 edições do torneio do continente. Segundo o site Futsal World Ranking, que atualiza a lista toda segunda-feira, os iranianos ocupam neste início de semana a sexta posição, atrás apenas de Brasil, Espanha, Rússia, Itália e Argentina. O lugar de destaque vem ainda sem seguir uma tendência de várias nações emergentes no futsal, a da naturalização de jogadores – o Irã se tornou uma potência com um campeonato popular no país e uma relevante formação de atletas, sendo que todo o elenco atua no esporte local.

Em Copas, o time asiático foi quarto colocado em 1992 e vem de duas campanhas que passou pela primeira fase. Em 2008, ficou entre os oito e fez grande campanha no grupo, perdendo para o Brasil por 1 a 0, vencendo a Ucrânia e empatando com a Itália, que avançou graças a um gol no final do jogo. Em 2012, perdeu para a Colômbia por 2 a 1 nas oitavas de final.

Vale ainda um rápido destaque à seleção feminina do país. No ano passado, na primeira edição do Campeonato Asiático para mulheres, o Irã foi campeão e os vídeos dos belos gols da equipe rodaram o mundo, principalmente um de letra, marcado por Fahimeh Zarei após troca de passes diante da Malásia.

Voltando à atual edição do Mundial, havia a expectativa do Irã ser a segunda força do Grupo F, atrás apenas da Espanha, mas o Azerbaijão do técnico brasileiro Miltinho (são também seis jogadores nascidos no Brasil) empatou com os iranianos na rodada final e garantiu o segundo lugar pelo saldo de gols. Ambos perderam para os espanhois e venceram o Marrocos, e agora a equipe azeri enfrenta a Tailândia nas oitavas.

“Foi um dos melhores jogos do torneio, e eu acho que o Irã atuou melhor do que nos jogos anteriores. São os campeões da Ásia e um dos cinco melhores times do mundo, por isso estamos tão satisfeitos com o resultado”, disse Vitaly Borisov, do Azerbaijão, ao site da Fifa após o 3 a 3 de domingo.

Pelo chaveamento, o vencedor de Brasil x Irã enfrenta quem passar do confronto sul-americano entre Colômbia e Paraguai. Do mesmo lado da chave ainda estão as favoritas Rússia, que pega o Vietnã, e Espanha, rival do Cazaquistão. Seguem os confrontos das oitavas de final:

Terça-feira, 20 de setembro
Rússia x Vietnã
Colômbia x Paraguai

Quarta-feira, 21 de setembro
Brasil x Irã
Espanha x Cazaquistão
Portugal x Costa Rica

Quinta-feira, 22 de setembro
Argentina x Ucrânia
Tailândia x Azerbaijão
Itália x Egito

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