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Média de gols surpreende, mas a de público é ainda melhor

A Copa das Confederações das manifestações. A Copa das Confederações de Neymar. A Copa das Confederações das vaias a Dilma e Blatter. A Copa das Confederações de vários problemas de organização. Mas a Copa das Confederações da torcida e dos gols.

O torneio que encerrado neste domingo teve marcas impressionantes de gols. Foi uma média de 4,25, a segunda maior da história da competição (perde apenas para 1992, que teve apenas quatro jogos e não era organizada pela Fifa ainda) e maior que a de qualquer Copa do Mundo após 1954.

Claro, o Taiti deu uma mãozona para essa média. Mas, mesmo sem os taitianos, seria uma boa marca. Tirando os três jogos dos campeões da Oceania, a média é de 3,38. Seria a quarta maior da Copa das Confederações e maior que a de qualquer Mundial após 1958.

Média de gols

(Copas das Confederações)

Média de gols da Copa das Confederações 2013
Média de gols da Copa das Confederações 2013
Média de gols

(Copas do Mundo)

Média de gols nas Copas do Mundo
Média de gols nas Copas do Mundo
Média de público
Média de público da Copa das Confederações
Média de público da Copa das Confederações

Esses números não servem de indicador do que realmente pode acontecer na Copa do Mundo do ano que vem, pois a natureza das duas competições é bem diferente. Mas um número animador mesmo foi a participação do público. Mesmo com baixa quantidade de turistas estrangeiros, os estádios tiveram ocupação muito boa.

A média de público foi de 50.291. Oficialmente, foi a segunda maior da história da Copa das Confederações, mas o número é mais impressionante se considerarmos dois fatores:

1) Os jogos do Taiti contra Nigéria e Uruguai jogaram a média para baixo significativamente, pois levaram, pela ordem, apenas 20 mil e 22 mil torcedores. Sem essas duas partidas, a média de público seria de 54.459 pagantes.

2) A altíssima média de 1999 tem maquiagens matemáticas. Quem foi a algumas rodadas duplas viu dois jogos e foi contabilizado como público pagante em ambos, mesmo comprando um ingresso só. Isso criou aberrações, como Bolívia x Egito (preliminar de México x Arábia Saudita) com 85 mil pagantes e Arábia Saudita x Bolívia (preliminar de México x Egito) com 65 mil pagantes. É como se, neste ano, Japão x México tivesse sido preliminar de Brasil x Itália e computasse o público que lotou a Fonte Nova para ver o jogo de fundo.

A sensação é que o brasileiro, como torcedor, entendeu o interesse que o torneio gera por si só, independentemente de quais times estarão em campo. Isso é fundamental pensando na Copa do Mundo, em que haverá tantos ou mais Irãs x Croácias que Espanhas x Argentinas.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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