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Maior qualidade do Raja é o autoconhecimento

A chave para a classificação do Atlético Mineiro à final do Mundial de Clubes está, principalmente, em saber aproveitar os espaços que conseguir contra o Raja Casablanca. O Monterrey não foi capaz de fazer isso e por isso foi eliminado pelo time anfitrião. Bem postado em campo, com a defesa bem fechada e apostando em contra-ataques rápidos, os marroquinos venceram os mexicanos por 2 a 1, na prorrogação, na base da superação e da aplicação tática.

O Monterrey foi o time com maior volume de jogo, mas desperdiçou muitas oportunidades. Buscava espaço pelo meio, mas logo encontrava uma barreira marroquina difícil de se transpor e tinha que encontrar caminho para seus ataques nas laterais. O Raja Casablanca, por sua vez, sabia muito bem o que fazer com a bola quando tinha a posse. Em alguns momentos faltava qualidade no passe longo para sair jogando, mas em outras apostava na velocidade dos contra-ataques para levar perigo ao gol de Jonathan Orozco.

Pelo o que a partida entre marroquinos e mexicanos apresentou, o Raja não tem time suficientemente bom para passar pelo Atlético, mas ficou claro que joga sabendo de suas limitações e sem correr riscos desnecessários.

O treinador Faouzi Benzarti deverá levar a campo contra o time brasileiro uma equipe ainda mais fechada que contra o Monterrey, e, assim como os mexicanos, Cuca deverá apostar nas laterais para encontrar o caminho mais fácil para o gol. Insistir pelo meio, como fizeram os Rajados em alguns momentos da partida, só fará a bola bater na zaga marroquina e voltar. Além disso, manter meias e atacantes bem posicionados pode ser um diferencial na hora de tentar o gol, já que os erros de saída de bola do Raja foram a origem de muitos dos ataques do Monterrey. Em suma, o Atlético não encontrará nenhum grande problema contra os anfitriões, mas certamente não terá vida fácil se entrar achando que pode ganhar a qualquer momento, como outros brasileiros já fizeram em uma semifinal de Mundial não tão distante.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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