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Londres 2012: o vestibular de Neymar

Ofuscado pela Copa do Mundo, o Torneio Olímpico de Futebol funciona como um vestibular para a seleção principal. A prova disso é que os últimos grandes heróis dos títulos mundiais participaram antes de uma Olimpíada. Jogadores como Romário, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho foram os craques de suas equipes e o desempenho individual deles foi, de certa forma, determinante para a sequência da carreira com a amarelinha. A vez agora é de Neymar, que pode subir ainda mais de patamar na seleção se voltar com a medalha de ouro na bagagem.

Romário tinha 22 anos quando foi o artilheiro do Torneio Olímpico em Seul com sete gols. A seleção brasileira ficou com o vice-campeonato, perdendo para a União Soviética na final por 2 a 1, mas o “baixinho” começou a ser visto com mais carinho como um possível reserva de Careca na seleção principal. No ano seguinte, Romário foi campeão da Copa América marcando o gol do título contra o Uruguai, mostrando que poderia ser importante como foi em 1994.

Ronaldo também aproveitou bem a oportunidade que teve em Atlanta. Após começar as Olimpíadas como reserva de Sávio, o fenômeno ganhou a posição no segundo jogo, contra a Hungria, e não perdeu mais. Com cinco gols marcados, foi vice-artilheiro da competição atrás apenas de Bebeto e Hernán Crespo, e rapidamente virou titular da seleção brasileira principal, posição que, enquanto não esteve lesionado, ocupou até o final da Copa do Mundo de 2006.

Para Ronaldinho Gaúcho, a coisa foi um pouco mais complicada. Um dos astros do time em 2000 (estava em um patamar inferior a Alex), fez muito pouco durante a competição, aparecendo apenas para empatar o jogo contra Camarões, o mesmo em que o Brasil foi eliminado com uma derrota por 2 a 1 na prorrogação, quando os brasileiros tinham dois jogadores a mais em campo.

Neymar agora é a estrela da companhia. Campeão da Copa Libertadores em 2011 com o Santos, é o melhor jogador do país aos 20 anos e já alcançou uma regularidade surpreendente dentro das quatro linhas. Por mais que seja ajudado por Oscar, Lucas ou Hulk, é nos pés dele que repousam as maiores expectativas de que surja um novo craque de nível mundial no futebol brasileiro.

2008: o fracasso de Alexandre Pato

Nas Olimpíadas de 2008, Alexandre Pato era apontado como o principal nome de uma seleção que contava com jogadores como Diego, Hernanes, Ilsinho e Anderson. Daquele time, apenas Thiago Silva e Marcelo ostentam hoje o status de titulares da seleção principal e, não por acaso, disputarão a competição novamente. Ramires, reserva no início do torneio, ganhou a posição e se firmou no time, disputando a Copa do Mundo de 2010. Hernanes luta por uma vaga no grupo, assim como Lucas Leiva.

Outros nomes não tiveram a mesma sorte. Anderson, que surgiu como grande meia no Grêmio, foi obrigado a marcar Lionel Messi na semifinal contra a Argentina. Não conseguiu, e depois perdeu espaço até no Manchester United. Ilsinho engordou a conta bancária na Ucrânia, mas voltou de lá com uns quilinhos extras e sem o vigor físico que o caracterizava, e Breno, o caso mais emblemático, luta para sair da prisão na Alemanha após ter incendiado a sua própria casa.

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Equipe Trivela

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