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Jogadores da França tentam descobrir como marcar Ronaldo na Copa de 1998 neste vídeo raro

Ronaldo passou mal pouco antes da decisão da Copa do Mundo de 1998 e acabou tendo uma atuação apagada na dolorida derrota por 3 a 0 para a França, mas antes que esse incidente o prejudicasse, o camisa 9 era a grande preocupação dos donos da casa para a decisão no Stade de France. E este vídeo raro, de um treinamento dos Bleus às vésperas da final com o Brasil, é a prova disso.

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Nele, Desailly, Thuram e Leboeuf quebram a cabeça para descobrir como parar o Fenômeno. O técnico Aimé Jacquet começa explicando um dos dribles característicos do atacante: “O drible do Ronaldo, ele sempre vai assim e depois leva para a direita, nunca para o outro lado. Então ele passa o pé por cima da bola com a esquerda”.

Desailly reforça o que o comandante explicou e começa a descrever uma das situações em que esteve frente a frente com Ronaldo, em um clássico entre Internazionale e Milan. “Ele fez isso comigo no Milan. Eu não vi a bola. Independentemente de ele ir para a direita ou para a esquerda, você não vê a bola. Cadê a bola? É mágica”, relembra, bem humorado, o defensor, enquanto Thuram cai na risada.

Depois é a vez do próprio Thuram dar sua contribuição: “Ele fica lá assim, você olha para baixo, e a bola já sumiu”. O zagueiro então pega Leboeuf como exemplo, simulando que o companheiro seja Ronaldo, e começa a explicar aos colegas como marcá-lo.

“A primeira coisa é… não vá em cima dele. Não fique muito perto. Sabe o que ele faz? Ele espera e, como ele é grande, ele consegue girar. Então você precisa evitar que ele gire. Quando ele gira, ele é perigoso. Se alguém estiver atrás de você, dá o bote nele, ou esteja pronto para sair pela direção contrária. Quando ele girar e se livrar do Marcel (Desailly), você precisa pegar a bola.”

Todos sabemos como a história terminou, mas vale a pena ver essas cenas raras abaixo, que ajudam a dar a dimensão de quem foi Ronaldo para aqueles que não puderam acompanhar o Fenômeno em seu auge. Um jogador capaz de assustar e tornar incrédulos jogadores do mais alto nível, que jogavam em casa, em uma decisão de Copa do Mundo.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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