Ásia/OceaniaBrasilMundo

Diante de um Japão que se defendeu bem, Brasil fez bom jogo para vencer por 1 a 0

Com o quarteto Paquetá, Neymar, Raphinha e Vinícius Júnior como titulares, seleção brasileira fez bom jogo, criou chances, mas fez apenas um gol de pênalti

A seleção brasileira venceu o segundo amistoso desta data Fifa. Diante do Japão, em Tóquio, venceu por 1 a 0, gol de pênalti de Neymar. Apesar do placar magro, o Brasil dominou a partida, finalizou 20 vezes ao longo do jogo e teve boas atuações individuais. Foi um teste no ataque com Vinícius Júnior, Neymar, Raphinha e Lucas Paquetá, sem um centroavante. Também foi teste para Guilherme Arana, que foi bem.

Apesar de apenas um gol, o Brasil foi bem ofensivamente. A movimentação dos quatro jogadores que chegavam ao ataque foi boa. Um problema, porém, foi justamente a falta de uma presença maior dentro da área contra um time que se defendeu mais atrás, com muitos jogadores defendendo a própria área.

O Japão teve uma boa atuação defensiva, tirando espaços e sem deixar que a seleção brasileira tivesse liberdade nas imediações da área e menos ainda dentro da área. Mesmo assim, foram muitas finalizações. Um dos sinais que o Japão estava bem posicionado para defender foi que oito finalizações brasileiras foram bloqueadas. Só cinco das 20 finalizações brasileiras foram no gol.

Se na defesa foi bem, o Japão não conseguiu fazer muito no ataque. Foram apenas quatro finalizações, nenhum deles acertou o gol de Alisson. O time japonês fez 18 faltas na partida, enquanto o Brasil fez 11.

Foi uma boa partida de testes para o Brasil, com atuação destacada de Lucas Paquetá. O meia foi bem na articulação e também ocupando os espaços no lugar de Neymar quando ele saía do centro do ataque para buscar o jogo. Os dois se revezavam pelo centro do ataque para sempre ter um jogador ocupando ali.

Escalações

A expectativa estava alta para ver o time do Brasil em campo porque Tite escalou o ataque com Raphinha, Neymar e Vinícius Júnior. Lucas Paquetá completava o ataque encostando vindo do meio-campo, setor que não teve novidades: Casemiro e Fred.

Não foi a única novidade. Na zaga, Éder Militão foi titular no lugar de Thiago Silva e formou dupla com Marquinhos. Daniel Alves foi mantido na direita, até porque é o único lateral no elenco, já que o lateral Danilo se machucou e foi cortado. Na lateral esquerda, outra novidade: Guilherme Arana foi titular no lugar de Alex Sandro, que foi muito bem no amistoso anterior.

O Japão teve um time experiente em campo. O goleiro Shuichi Gonda, com33 anos, liderava a linha defensiva. Yuto Nagatomo, de 35 anos, foi o lateral direito. Maya Yoshida, com 33 anos, era um dos zagueiros, ao lado de Ko Itakura, de 25, este atuando na Europa, no Schalke 04, que conseguiu acesso à primeira divisão alemã. O lateral esquerdo foi Yuta Nakayama, de 25 anos.

O trio de meio-campo todo joga no futebol alemão: Ao Tanaka, do Fortuna Düsseldorf, Wataru Endo, do Stuttgart, e Genki Haraguchi, do Union Berlim. O  ataque foi formado por Junya Ito, do Genk, Kyogo Furuhashi, do Celtic, e Takumi Minamino, do Liverpool.

Primeiro tempo

O jogo começou com muita chuva em Tóquio. O Estádio Nacional de Tóquio estaca cheio para o jogo, que gerava expectativa. Como esperado, o Brasil foi quem tomou a iniciativa desde o início, com uma marcação pressão intensa no campo de ataque. Lucas Paquetá se juntava ao trio de ataque para formar um quarteto à frente.

Logo a dois minutos, o Brasil chegou com perigo. Vinícius Júnior chegou pela esquerda, acionou Neymar pelo meio e o camisa 10, de costas, deu um passe de calcanhar para Lucas Paquetá, que recebeu e chutou de direita. A bola bateu na trave.

O Japão respondeu com Itakura, que completou de cabeça, para fora, uma cobrança de falta da esquerda. O Brasil ameaçou aos 10, em um lance que Fred chutou de fora da área após um rebote. Levou perigo, mas errou o alvo.

Raphinha foi mais um a finalizar quando recebeu de Neymar na direita, mas o goleiro defendeu, aos 18. Aos 26, foi a vez de Neymar finalizar de fora da área, bonito, mas o goleiro Shuichi Gonda defendeu. Aos 41, Neymar tentou novamente, desta vez depois de um passe de Paquetá. O goleiro defendeu novamente.

A seleção brasileira conseguia chegar ao ataque com frequência. O primeiro tempo terminou com 14 finalizações do Brasil. O Japão se defendia bem, com muitos jogadores. As chances brasileiras vinham mais em chutes de fora, sem finalizações limpas de dentro da sempre muito ocupada área japonesa.

Segundo tempo

O Brasil tinha poucas chances de contra-ataques, mas conseguiu um em um lance com Casemiro, que colocou perfeitamente para Neymar. O atacante, porém, tentou um passe de calcanhar e a defesa japonesa conseguiu tirar. Em uma pressão na saída de bola, o Brasil recuperou a posse, Neymar passou para Paquetá, que cruzou para a área, Fred ajeitou e Neymar chutou, mas a bola foi desviada para escanteio.

Aos 15 minutos do segundo tempo, o Brasil fez a primeira mudança. Saiu Vinícius Júnior para a entrada de Gabriel Martinelli. Também entrou Gabriel Jesus no lugar de Raphinha. Logo após as mudanças, Martinelli teve uma boa chance após cruzamento da direita de Daniel Alves, ajeitada de cabeça e um chute torto de Martinelli.

Casemiro mais uma vez fez um lançamento longo para Neymar, que dominou no peito, dentro da área, e finalizou, mas foi travado. A bola foi para escanteio mais uma vez. O Japão conseguiu chegar com perigo aos 26 minutos, quando Ito finalizou da direita, mas acertou o lado externo da rede.

Entraram ainda Thiago Silva e Richarlison aos 26 minutos nos lugares de Daniel Alves e Fred. Com isso, Éder Militão foi deslocado para a lateral direita para ocupar o setor mais defensivamente. Paquetá foi recuado para atuar mais perto de Casemiro, vindo de trás, um tipo de formação que Tite gosta de fazer em alguns jogos.

Aos 30 minutos do segundo tempo, o Brasil teve um pênalti que foi questionado. Em um bate rebate dentro da área, que teve ainda chute no travessão de Guilherme Arana, o árbitro marcou pênalti em cima de Richarlison. O atacante brasileiro foi tocado por Wataru Endo quando ia finalizar e o árbitro até deixou correr, mas marcou o pênalti depois. Neymar cobrou com tranquilidade, no canto do goleiro, e marcou 1 a 0.

Tite fez mais duas alterações aos 39 minutos. Colocou Bruno Guimarães no lugar de Lucas Paquetá e Fabinho no lugar de Casemiro, sem mudar nada taticamente no time. O ritmo diminuiu nos minutos finais, como é comum em amistosos. O Japão ficou um pouco mais com a bola, tentando chegar ao gol de empate.

O volante Danilo, do Palmeiras, mais uma vez não entrou. No primeiro jogo, ele sequer ficou no banco de reservas. Agora, não entrou em campo. Tite gosta de levar jogadores só pra treinamento, mas não colocar para jogar nem que fosse alguns minutos parece um erro, ainda mais porque os jogadores da posição que atuaram estão absolutamente garantidos, Casemiro e Fabinho.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
Botão Voltar ao topo