Copa do MundoMundo

Argentina: a confiança em um ataque de mágicos

Onde vai se dar bem

Para algumas pessoas, a Argentina é a seleção com o melhor setor ofensivo do mundo. Cada um pode ter suas preferências, mas é indiscutível que poucas equipes podem se comparar com os argentinos têm. Normalmente o ataque é formado por Lionel Messi, Gonzalo Higuaín e Sergio Agüero, mas, se esses não estiverem dando conta do recado, Sabella pode recorrer ainda a atletas do calibre de Ezequiel Lavezzi, ótimo no apoio pelas pontas e Rodrigo Palacio, que, embora não seja badalado é bastante eficiente, como provou no amistoso contra Trinidad e Tobago recentemente. Além desses, Ángel Di María, que teve temporada de muito destaque no Real Madrid, atua um pouco mais recuado e é uma forte arma para a criação de jogadas, tanto com bons passes como com velocidade.

Onde vai se dar mal

Se em um extremo a Argentina está muito bem servida, a situação é quase que oposta na ponta contrária. A zaga da Albiceleste é vulnerável e, com exceção do lateral direito Pablo Zabaleta, não conta com nomes de peso. As opções para a dupla de zaga, Campagnaro, Garay, Demichelis, Fernández e Basanta, não passam confiança, e Marcos Rojo não é exatamente um primor na lateral esquerda, apontada como um caminho para os adversários chegarem ao gol. O bom para é que, na fase de grupos, enfrentará adversários não tão perigosos ofensivamente, mas isso pode se tornar um problema a partir do mata-mata. Alternativas como Fernández e Demichelis, por exemplo, não dão uma boa mobilidade para a dupla de zaga, que teria dificuldade contra adversários velozes e de ataque poderoso, como Bélgica ou Alemanha, possíveis adversários nas oitavas.

Quem pode desequilibrar

Lionel Messi não viveu sua melhor temporada com o Barcelona, mas ainda assim conseguiu anotar 41 gols e dar 15 assistências em 46 jogos dos blaugranas. Ou seja, mesmo combalido com problemas físicos que o atrapalharam na busca pela quinta conquista consecutiva de melhor jogador do mundo, tem capacidade de ser letal para as defesas adversárias. O papel do jogador do Barça na seleção é principalmente de armação de jogadas, mas com liberdade para flutuar atrás de Agüero e Higuaín e, é claro, tentar quebrar a marcação do oponente com jogadas individuais.

A carta na manga

Apesar de não ter destaque tão grande como seus colegas de ataque, Palacio foi por toda sua carreira um jogador extremamente perigoso. Em uma posição central no ataque ou livre para atacar pelas pontas, o atleta da Internazionale é eficiente, bastante esforçado e ainda conta com qualidade para completar essas qualidades essenciais de um bom atacante argentino. Não é titular pela forte concorrência que enfrenta, mas é daqueles jogadores que quando ganham alguns minutos em campo mostram por que foram a alternativa encontrada pelo técnico para tornar as jogadas ofensivas mais incisivas.

Até onde deve chegar

Apesar dos problemas defensivos, a Argentina tem condições de brigar pela taça. Por jogar na América do Sul, mesmo que num país rival, se sentirá um pouco em casa. Além disso, embora a zaga preocupe, Sabella fez um bom trabalho dando equilíbrio ao time ao estabelecer o 4-3-3 como esquema da equipe. Talentos individuais para decidir os jogos, a Albiceleste tem, e às vezes isso, aliado à sorte, é tudo de que uma seleção precisa para chegar ao título.

>>> Voltar para a home do Guia da Copa do Mundo

Mostrar mais

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo