Vencedor, ‘vítima do sistema’ e reformulado: Palmeiras espelha rival do Mundial
Al Ahly, do Egito, é velho conhecido e divide semelhanças com o Alviverde
DIRETO DOS ESTADOS UNIDOS — O Palmeiras vai disputar, em junho deste ano, seu quinto Mundial de Clubes — jogou outras encarnações da competição em 1951, 1999, 2020 e 2021. E, ao fim da segunda rodada da fase de grupos, terá enfrentado o Al Ahly, do Egito, em três deles.
Mas além da coincidência das tabelas, Palmeiras e Ahly dividem outros pontos comuns no que toca à formação dos elencos e à maneira como encaram o tratamento recebido por parte das comissões de arbitragem de seus países.
A diferença é que o time do Egito recentemente tomou uma medida bem mais drástica do que qualquer sonho surreal do Alviverde.

Para fechar a lista, assim como o Palmeiras, no Brasil, que tem 12 títulos e é o maior campeão da liga nacional, o Ahly também é o primeiro em seu país, com 44 taças.
Além do Egito, a equipe do Cairo domina também o ranking de vencedores do seu continente, com 12 conquistas da Liga dos Campeões Africanos.
Com três Copas Libertadores, o Verdão empata em primeiro com Flamengo, Santos, São Paulo e Grêmio. Mas ainda precisa ganhar mais quatro vezes para empatar com o heptacampeão Independiente.
Palmeiras ganhou o que valia mais
O Ahly foi rival do Palmeiras na semifinal da edição 2021, jogada em fevereiro de 2022, em Abu Dhabi. Com gols de Dudu e Raphael Veiga, o Verdão despachou os egípcios e foi para a final. Um ano antes, o Verdão perdera nos pênaltis na disputa pelo terceiro lugar, após um 0 a 0.
Assim como aconteceu com o Palmeiras, o Ahly passou por uma reformulação recente. Do time que encarou o Palmeiras em 21, apenas Rabia, Ibrahim, Hany, Taher Mohamed, El Shahat e Maaloul seguem no clube, mas não têm status de titulares. Destes, Mohamed e Maaloul jogam com mais frequência.
Ao contrário do clube brasileiro, no entanto, que não só manteve Abel Ferreira como o quer até 2027, o técnico Pitso Mosimane, que comandou a equipe nos jogos contra o Palmeiras, não está mais no Ahly, desde junho de 2022.
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Treinador levantou polêmica com a Fifa

Após deixar o clube, Mosimane foi para outro Al Ahli, o Saudita. De lá, passou por Al Wahda (2023), de Abu Dhabi, antes de voltar para o Sauditão e comandar o Abha (2023-2024), da segunda divisão.
Em seguida, foi para o Esteghlal, que joga a Liga Iraniana. No clube persa, fez só 14 jogos antes de ser demitido no início da temporada.
Mosimane, vale lembrar, foi pivô de uma polêmica com Abel Ferreira no Mundial de 2021. Após se classificar para a semifinal, ele questionou o motivo de os times sul-americanos se garantirem na semifinal, enquanto os africanos jogavam uma fase anterior.
— Até quando os africanos têm que provar? Por que o Palmeiras está na semifinal e nós não? Não ganhamos deles no ano passado? Qual a diferença? Qual o critério? — indagou o sul-africano.
E Abel respondeu de bate-pronto, na entrevista coletiva prévia ao confronto entre os times, indagando quantos jogos por temporada o time de Mosimane fazia, como era o calendário. Assim, tentava explicar que o jogo a menos tinha mais a ver com isso do que com prestígio.
Contra o sistema

A polêmica também está no atual prato da equipe do Cairo. Em março, o time se recusou a enfrentar o arquirrival Zamalek pelo campeonato local. O Ahly havia solicitado à Liga Egípcia a contratação de árbitros estrangeiros para o jogo.
Como a organização deu de ombros, o Ahly simplesmente não entrou em campo e foi derrotado por W.O. O Zamalek ficou com a vitória protocolar por 3 a 0.
Na reclamação do clube, uma palavra que já rondou as queixas palmeirenses apareceu: o “sistema”.
— Infelizmente, nós não recebemos nenhuma resposta para nossos pedidos. Mesmo se um árbitro competente é escalado, às vezes, nós encontramos aqueles que tentam “excluí-lo”. O sistema de arbitragem continua sendo o grande ponto de interrogação do futebol egípcio – disse um comunicado do clube.
Em julho de 2023, o auxiliar João Martins também bradou contra o sistema ao questionar a atuação do árbitro Jean Pierre Goncalves Lima no empate em 2 a 2 com o Athletico-PR na Ligga Arena, pelo Campeonato Brasileiro.
— Nós entendemos que o futebol brasileiro passa uma imagem de que é o mais competitivo do mundo porque ganham vários. Mas ganham vários porque, muitas vezes, não deixam os melhores ganhar. Foi mais uma vez o que se passou hoje. É ruim para o sistema o Palmeiras ganhar dois anos seguidos — disse Martins, naquela época.
A declaração polêmica rendeu suspensão de três jogos ao auxiliar. E, sistema contra ou não, o Palmeiras eventualmente conquistou o bicampeonato nacional.

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