O que no comportamento de Abel indica boa estreia do Palmeiras no Mundial?
Treinador do Palmeiras, que não sabe esconder o que pensa, foi bem claro nas atitudes
DIRETO DOS ESTADOS UNIDOS – “Orgulho” e “calma” definem o tom da entrevista coletiva de Abel Ferreira antes da estreia do Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes, o Mundial da Fifa. O Palmeiras começa hoje, às 19h de Brasília, contra o Porto, seu caminho na competição.
E, diante de tal postura, quem o conhece leu ótimos sinais em seu comportamento aqui em Nova Jersey. A leveza e a calma de um profissional que simplesmente precisa vencer tudo a que se presta competir são inequívocos.
O Palmeiras pode ou não conseguir uma vitória contra os europeus. Mas não há como se questionar que a comissão técnica considera que a equipe está preparada. Ou Abel agiria de outro modo. Afinal, como se diz dos portugueses, Abel é frontal. Não consegue nem quer esconder o que sente.
— Às vezes esquecemos que os nervos e pensamentos tomam conta do que é uma oportunidade, desafio. E desafiar os melhores é dar nosso melhor até o fim. É um jogo de futebol, 90 minutos, tudo pode acontecer, posso garantir que vamos estar preparados e acreditamos na nossa forma de jogar. Seja contra quem for, jogue onde jogar, é possível ganhar — disse.
— Não acredito que quando vai se preparar para um Mundial é em uma semana. Há todo um pré. Não estamos a preparar a competição há uma semana. Usamos Paulistão, Libertadores e Brasileirão para a preparação. Temos um foco, um objetivo, um foco. O que falta é o árbitro apitar para fazer aquilo que sabemos fazer. Focar naquilo que temos que fazer e até o fim deixar tudo que temos e chegar no fim do jogo com a consciência tranquila de que cada um deixou seu máximo dentro do campo.
O Filho Pródigo
Abel Ferreira deveria ser o técnico da Seleção Brasileira? Para os portugueses sim! 🇧🇷🇵🇹
— Trivela no Mundial de Clubes 🏆 (@trivela) June 14, 2025
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Abel mostrava também um incontornável orgulho. Será seu primeiro encontro com uma equipe portuguesa, como técnico, desde que chegou ao Palmeiras. Dá última vez que enfrentou “patrícios”, ele ainda comandava o Paok da Grécia.
Mas, do técnico que eliminou Jorge Jesus e o Benfica nas eliminatórias para a Champions League em 15 de setembro de 2020, pouco restou. Abel é visto como um superstar pelos portugueses. E sabe que o Mundial é um palco.
Solícito e até voltando a falar um português mais carregado de seu sotaque original, Abel foi só sorrisos. Pediu inclusive licença aos repórteres brasileiros para que os conterrâneos perguntassem antes.
E os lusos não se fizeram de rogados. Demonstraram não apenas acompanhar o trabalho do técnico no Palmeiras, mas também deixaram claro que admiram o que ele conquistou.
Ficou notória a noção de que Abel é o filho pródigo que um dia voltara à Península Ibérica para levar Portugal a novas conquistas de Euro e Nations League. Ou, no mínimo, um dos três gigantes lusos — Benfica e Sporting completam o trio de ferro por lá.
Mas, tudo isso passa por uma boa apresentação diante do Porto. Que, ao que parece, o Palmeiras está pronto para fazer.



