O quanto cada país se importa com o Mundial? As impressões de parceiros da Trivela ao redor do mundo
Com a bola prestes a rolar nos Estados Unidos, jornalistas estrangeiros analisaram nível de empolgação com torneio
O novo Mundial de Clubes da Fifa está prestes a começar. Pela primeira vez na história, 32 representantes de todos os continentes terão a chance de brigar pelo título. No Brasil, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras carregam a esperança da conquista inédita.
A Trivela realiza uma cobertura especial do Mundial, que atrai a atenção do país do futebol como um todo. Entretanto, como a competição é vista ao redor do planeta? Conversamos com parceiros internacionais para responder o nível de empolgação para além de nossas fronteiras.
Como o Mundial de Clubes mexe com os outros países?

Oliver Thomas – jornalista no Sports Mole:
“Críticos do novo formato do Mundial de Clubes dizem que ele vai congestionar ainda mais o calendário do futebol e pode colocar em risco a saúde dos jogadores.
Ainda assim, há muitos motivos para se empolgar com a expansão do torneio, especialmente pelo fato de que mais clubes de diferentes confederações terão a chance de enfrentar os gigantes europeus.
Do ponto de vista inglês, torcedores de Manchester City e Chelsea estarão de olho no torneio deste verão e adorariam ver seus times sendo coroados campeões do mundo — algo sobre o qual poderiam se vangloriar pelos próximos quatro anos, até a próxima edição.
Além disso, fãs de outros clubes ingleses também podem se interessar pelo que acontecerá nos EUA, principalmente de olho em jogadores que podem mudar de time na janela de transferências.”
Romain Lantheaume – jornalista no Top Mercato FR:
“A França pode ficar tão dividida com esse torneio quanto ficou com a final da Liga dos Campeões. Por um lado, há a curiosidade de ver se o PSG conseguirá um feito inédito: conquistar cinco títulos consecutivos.
Por outro, apenas um clube francês está classificado — e tenho certeza de que os torcedores do Olympique de Marseille vão boicotar o torneio com prazer, chamando-o de ‘evento criado apenas por dinheiro’.
Na África, é difícil dizer. No Marrocos, por exemplo, vejo muito entusiasmo em torno da janela de transferências do Wydad Casablanca, mas tenho a impressão de que isso se limita aos torcedores dos clubes envolvidos.
A ausência de grandes estrelas africanas como Sadio Mané, Mohamed Salah, Riyad Mahrez e Victor Osimhen também pode pesar. Apesar disso, um clube como o Real Madrid e uma estrela como Lionel Messi ainda são garantia de audiência, e os grandes jogos provavelmente serão acompanhados com entusiasmo.”
Santiago Sourigues – jornalista no Top Mercato LATAM:
“Para a América do Sul, o Mundial de Clubes é um torneio de máxima relevância. Historicamente, as competições que colocam clubes sul-americanos contra europeus sempre foram vistas como as mais importantes.
Antes com a Copa Intercontinental e agora com o Mundial, é uma forma de medir forças entre os times da região e os grandes orçamentos do futebol mundial.
Com uma edição em formato ampliado, esse interesse cresce ainda mais — especialmente com a presença dos dois maiores clubes do país: Boca Juniors e River Plate.
No entanto, a expectativa dos torcedores locais é moderada, conscientes da diferença de elenco entre as equipes. Ainda assim, é um torneio que ‘iguala’ as forças e, sem dúvida, marcará a história dos dois clubes.”
Ayomide Oguntimehin – jornalista no Soccernet NG:
“É um pouco decepcionante que a África tenha recebido apenas quatro vagas para este torneio — uma a menos do que a alocação da CAF para a Copa do Mundo do Catar, em 2022.
Ainda assim, haverá bastante talento africano em campo, incluindo nigerianos como Samson Tijani, Ebenezer Akinsanmiro, Zaidu Sanusi, Tosin Adarabioyo e Lesley Ugochukwu.
É difícil prever como o Mundial de Clubes será recebido pelos torcedores por aqui. Até agora, há uma falta de empolgação antes do torneio… mas isso pode mudar completamente assim que a bola começar a rolar.”



