Oito brasileiros que você não sabia que vão disputar o novo Mundial de Clubes
Longe do glamour da Europa, jogadores com passagem pelo Brasileirão estarão presentes no palco mais importante do planeta
Muito além do glamour dos gigantes europeus, o Mundial de Clubes reserva encontros inusitados com outras potências continentais. E com todos os cantos do planeta envolvido no torneio, alguns brasileiros esquecidos terão a chance de brilhar na mais nova competição da Fifa.
A Trivela montou uma lista com atletas da Copa do Mundo de Clubes com passagens pelo Campeonato Brasileiro e que defendem as cores de clubes longe dos holofotes da Europa.
Os brasileiros ‘esquecidos’ que vão disputar o novo Mundial de Clubes
Antes de nomear os oito brasileiros que são presença garantida no novo Mundial de Clubes da Fifa, é importante estabelecer alguns critérios. O primeiro deles é que atletas que atuam no Velho Continente não farão parte desse levantamento, já que a ideia é ter o lado alternativo da bola.
Outro método foi limitar um brasileiro por time, para garantir o máximo de pluralidade possível. Por fim, a seleção dos oito levou em consideração sua importância na atual equipe no Mundial e sua ligação com a terra natal. Sem mais delongas, confira os escolhidos.
João Paulo, do Seattle Sounders

Com mais de 100 jogos com a camisa do Botafogo e campeão carioca em 2018, João Paulo deixou o Rio de Janeiro para se juntar ao Seattle Sounders em 2020. Após boas atuações por empréstimo, o meia foi contratado em definitivo na temporada seguinte.
Desde então, João Paulo tem sido nome constante do Seattle Sounders. Aos 34 anos, o brasileiro tem jogado pela equipe dos Estados Unidos em 2025 e terá a chance de enfrentar o próprio Glorioso no Mundial de Clubes.
Yan Sasse, do Esperánce

Revelado pelo Coritiba, Yan Sasse passou por Vasco e América-MG no Brasil, porém, as lesões atrapalharam sua carreira. Depois de recuperar o condicionamento físico na Oceania, o meia-atacante tem sido destaque no Espérance desde 2023.
Na Tunísia, Yan Sasse virou uma das referências técnicas de sua equipe e um dos responsáveis pelas recentes boas campanhas na Champions League Africana. Agora, o brasileiro de 27 anos deve ficar frente a frente com o Flamengo no Mundial.
O Espérance também conta com o atacante Rodrigo Rodrigues, que esteve por último no Juventude no futebol brasileiro.
Matheus Sávio, do Urawa Red Diamonds

Cria das categorias de base do Flamengo, Matheus Sávio não conseguiu se firmar no time principal. Em 2020, decidiu trocar o Brasil pelo futebol japonês, onde chegou a ser eleito o melhor meia do campeonato nacional no ano passado.
As boas atuações no Kashiwa Reysol renderam uma transferência ao Urawa Red Diamonds no início desta temporada. Desde então, o brasileiro de 28 anos tem apresentado bom futebol e é figura garantida no grupo com River Plate e Internazionale no Mundial de Clubes.
O representante do Japão também tem o atacante Thiago Santana, ex-Náutico, e o zagueiro Danilo Boza, ex-Juventude, como brasileiros no elenco.
Arthur Sales, do Mamelodi Sundowns

Após surgir no Vasco, Arthur Sales chegou a passar pelo Bahia antes de se despedir do Brasil em 2023. Desde meados do ano passado, o atacante tem sido uma das peças importantes do Mamelodi Sundowns — uma potência da África do Sul.
Ao lado do também brasileiro Lucas Ribeiro — que nunca jogou profissionalmente no futebol brasileiro –, Arthur Sales é conhecido por seus gols e assistências no Mamelodi Sundowns. O jogador de 22 anos é um dos adversários do Fluminense na primeira fase do novo Mundial de Clubes da Fifa.
Erick Farias, do Ulsan HD
Com passagem pelas divisões de base do Grêmio, Erick Farias rodou pelo interior brasileiro antes de passar pelo Vasco, em 2022. No ano seguinte, o atacante foi para o Juventude, onde viveu a melhor fase de sua carreira até então.
Em março de 2025, Erick Farias foi contratado pelo Ulsan HD. Mesmo em pouco tempo na Coreia do Sul, o brasileiro de 28 anos virou o artilheiro do time. A expectativa é balançar as redes no grupo do Fluminense no Mundial.
O Ulsan HD também tem o atacante Yago Cariello, que passou pela base do Vasco, mas nunca jogou profissionalmente no Brasil.
Erik, do Al-Ain

Revelação do Internacional, Erik mal completou dois jogos pela equipe principal quando foi vendido ao Al-Ain, em meados de 2020. Nos últimos cinco anos, o lateral-esquerdo se firmou no futebol dos Emirados Árabes Unidos.
Desde a temporada passada, o brasileiro de 25 anos assumiu um papel de mais protagonismo no Al-Ain. Titular da posição, Erik terá a dura missão de parar os ataques de Juventus e Manchester City no Mundial de Clubes.
Pedrinho, do Wydad Casablanca

Considerado uma das promessas de sua geração no Corinthians, Pedrinho não teve sequência entre os profissionais, mas, desde 2024, tem tentado provar seu valor no Wydad Casablanca — que tem uma das torcidas mais apaixonadas do futebol do Marrocos.
O meia de 21 anos ainda luta por uma vaga entre os titulares. E nada melhor do que o novo Mundial de Clubes da Fifa para o brasileiro despontar, principalmente com Juventus e Manchester City na mesma chave.
O Wydad Casablanca tem outros dois brasileiros em seu grupo: o atacante Renan Viana, ex-Athletico-PR, e o meia Arthur Wenderroscky, ex-Fluminense.
Eduardo Bauermann, do Pachuca

Após ser suspenso do futebol por um ano pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por participação em esquema de manipulações de apostas esportivas, Eduardo Bauermann deixou o Santos para recomeçar longe do Brasil.
Sanção cumprida, o zagueiro está em alta no Pachuca, onde desembarcou no início desta temporada. Dono da posição, o brasileiro de 29 anos espera levar o México adiante no Mundial, cujo grupo reserva um duelo histórico contra o Real Madrid.
O Pachuca também tem o atacante John Kennedy, ex-Fluminense, em seu elenco.



