‘Não há dúvida que o futebol sul-americano é subestimado na Europa, principalmente por isso’
Futebol europeu está superestimado? Site inglês "Sports Mole", parceiro da Trivela na Inglaterra, analisa
Em um dia cheio de surpresas no Mundial de Clubes, os gigantes europeus Manchester City e Inter Milan sofreram eliminações inesperadas diante de adversários de fora do Velho Continente.
No maior choque da competição até agora, o Al-Hilal, da Liga Saudita, venceu o Manchester City por 4 a 3 na prorrogação nas oitavas de final, na noite de segunda-feira.
Algumas horas antes, o finalista da Champions League, Inter Milan, foi eliminado pelos brasileiros do Fluminense, que venceram por 2 a 0, em uma atuação fraca dos nerazzurri.
Essa situação levanta uma pergunta: o futebol europeu está superestimado em comparação ao futebol mundial? O site inglês “Sports Mole”, parceiro da Trivela na Inglaterra, analisa essa questão a seguir.
Os europeus subestimam os clubes sul-americanos?

Não há dúvida que o futebol sul-americano é subestimado na Europa, principalmente por falta de exposição, já que a maioria das pessoas não tem acesso para assistir aos campeonatos daquela região.
Muitos jogadores de clubes brasileiros e argentinos têm qualidade para atuar no mais alto nível, mas fatores como adaptação à vida na Europa ou a preferência por ficar no seu país fazem com que muitos nunca se mudem, ou retornem logo após chegarem a algum clube europeu.
No último domingo, o Flamengo quase venceu o Bayern de Munique, com um time que contou com vários jogadores da seleção brasileira, além de Erick Pulgar e Jorginho — ambos com longas carreiras na Europa — e Giorgian De Arrascaeta, possivelmente o melhor jogador em atividade da América do Sul que nunca jogou na Europa.
O Fluminense é uma equipe mais modesta, mas tem o ex-capitão da seleção brasileira Thiago Silva, e mostrou que o coletivo supera as individualidades ao vencer um Inter cheio de estrelas na segunda-feira.
Os representantes argentinos Boca Juniors e River Plate talvez não tenham brilhado, mas ainda assim fizeram partidas competitivas contra alguns dos melhores times europeus na fase de grupos, e certamente não ficariam fora do lugar na Champions League.
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O Mundial de Clubes reflete a realidade dos times europeus?

Mas é importante reconhecer, como muitos temiam antes do início do torneio, que os clubes europeus não estão dando prioridade máxima a essa competição, diferente da maioria dos clubes do resto do mundo.
Parece mais um preparo para a próxima temporada do que uma competição em que os grandes europeus vão a campo com tudo para vencer. Apesar das premiações milionárias, o Mundial de Clubes não tem o prestígio de um título de liga ou da Champions League.
O Inter, especialmente, está em fase de transição após a saída do técnico Inzaghi, e rumores indicam que o time titular, veterano, deve ser reformulado com a chegada de Cristian Chivu para a próxima temporada.
O City também vem de uma temporada longa e ruim, com muitas caras novas no elenco, mas isso não justifica a eliminação nas oitavas, em um torneio que era favorito para conquistar.

Conclusão
Não há dúvidas de que a Europa é o centro do universo do futebol e continuará assim por muitos anos, com os maiores clubes, as maiores competições e o maior dinheiro.
Chamar o futebol europeu de superestimado seria injusto, mas clubes da América do Sul e Ásia merecem respeito.
Pode-se argumentar que os melhores times europeus sequer estão presentes, já que campeões de liga como Barcelona, Liverpool e Napoli não se classificaram, mas o campeão da Champions, Paris Saint-Germain, teve desempenho impressionante e segue defendendo a bandeira europeia.
No caso do Al-Hilal, não surpreende que tenham conseguido essa vitória, dado o enorme poder financeiro que os tornou uma força imbatível no futebol asiático, e agora chamaram a atenção do mundo, colocando a Liga Saudita no mapa por motivos positivos.
O texto foi originalmente publicado no Sports Mole, parceiro da Trivela na Inglaterra.



