Mundial de Clubes

Kannemann não quer saber do Real Madrid: “O Pachuca é a nossa final de Mundial”

Walter Kannemann se tornou um dos principais responsáveis pelo excelente desempenho do Grêmio nesta temporada. Jogador fundamental no esquema de Renato Portaluppi, o argentino já viveu a experiência de disputar o Mundial de Clubes em 2014. Na época jogador do San Lorenzo, ele esteve no time que acabou derrotado pelo Real Madrid na final por 2 a 0. Mas ele não quer nem pensar em uma revanche. Para ele, a final já é contra o Pachuca.

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Depois do San Lorenzo, Kannemann jogou no México, pelo Atlas, e veio para o Grêmio em 2016. Demorou a ganhar o seu espaço no time, mas forma uma das melhores – se não a melhor – dupla de zagueiros atuando no Brasil, ao lado do capitão Geromel. Aos 25 anos, o jogador vive uma grande fase.

A empolgação pela conquista da Libertadores ainda está bem presente. O time conquistou a taça no dia 28 de novembro, a poucos dias de já embarcar para a disputa do Mundial. Mas a fome por títulos continua. “Não é o caso de estarmos motivados por estarmos felizes apenas em participar do torneio. Nós conquistar a Libertadores há 10 dias e sabemos que é uma competição dura e muito boa para vencer”, disse o zagueiro.

A temporada cansativa do Brasil não será um problema, nas palavras do argentino. “Não há parada no meio da temporada no Brasil e nós jogamos mais de 70 partidas”, disse Kannemann. “Jogar um Mundial de Clubes é muito importante na América do Sul”, continuou. “Todo jogador e todo torcedor sonha em ser campeão da América do Sul e então tentar ganhar o título mundial”.

O Grêmio terá problemas para enfrentar neste Mundial. Um deles é a ausência do meio-campista Arthur, que se machucou justamente na final da Libertadores. Com isso, Jaílson e Michel devem jogar no meio-campo do time. E apesar de ser um dos principais jogadores do time nos últimos meses, eleito inclusive o melhor da final, a ausência de Arthur não preocupa Kannemann.

“Se tem algo que se destacou neste ano, foi o fato de nós sermos um time. Arthur não estava no time quando a Libertadores começou. Havia outros no lugar dele porque estavam jogando melhor naquele momento. Quando foi a vez dele, ele jogou do modo como todo mundo sabe que ele pode, e agora ele está fora do time também. Nós temos companheiros que também são muito talentosos. Estamos confiantes e relaxados em saber que eles estarão à altura do desafio”, analisou.

“O Pachuca é um time muito bom. Eu joguei no México e eu sei do que eles são capazes. Eles serão adversários duros para nós. Assistimos à partida deles contra o Wydad e foi muito intensa”, analisou o jogador. O Pachuca venceu por 1 a 0, na prorrogação. O time, portanto, estará um pouco mais cansado.

“Jogar a prorrogação te faz ficar ainda mais cansado, mas eu tive que passar por isso também quando eu joguei o Mundial de Clubes antes. Nós tivemos outro jogo três ou quatro dias depois, mas os jogadores estão muito motivados em situações como esta e eles estão mais do que prontos para fazer isso”, analisou Kannemann.

Em 2014, jogando pelo San Lorenzo, Kannemann viveu uma surpreendente semifinal contra o Auckland City. Apesar da diferença técnica entre os dois times, o clube neozelandês conseguiu o empate por 1 a 1 e só no início da prorrogação, o San Lorenzo arrancou o gol da vitória. Três dias depois, o clube argentino enfrentou o Real Madrid e acabou derrotado por Sergio Ramos e Gareth Bale.

“O Pachuca é a nossa final de Mundial”, disse o jogador. “Pode ser uma partida de revanche. Mas, novamente, pode não ser. Todos os times aqui são muito bons eles todos querem estar na final. Se nós tivermos sorte o suficiente para avançar e pegar o Real Madrid, será uma grande forma de vermos o quão bom nós somos e o que podemos conquistar”, afirmou o zagueiro do Grêmio. “Todo jogador quer enfrentar o vencedor da Champions League, não é?.

Grêmio x Pachuca
Terça-feira, 15h – Globo, SporTV, Fox Sports
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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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