João Paulo revela intuição acertada e prevê clima de final para Botafogo x Seattle
João Paulo passou pelo Glorioso entre 2017 e 2019 e marcou época das 'vacas magras'
Entre os brasileiros que disputam o Mundial de Clubes, o Botafogo foi quem acabou sorteado no grupo mais difícil. Parte da chave B, o Glorioso está ao lado do atual campeão europeu PSG e o sempre competitivo Atlético de Madrid. O quarto elemento do grupo é o Seattle Sounders, clube americano com um jogador ligado ao time carioca.
Entre 2017 e 2019, época das “vacas magras” em General Severiano, João Paulo brilhou e levou um pouco de esperança ao torcedor alvinegro antes da atual era SAF. Em entrevista via videoconferência à Trivela, o meio-campista, hoje com 34 anos, detalhou que teve uma intuição que iria reencontrar a ex-equipe na Copa do Mundo de Clubes.
— Eu estava sentindo que poderia acontecer e acabou acontecendo, eu até comentei com a minha esposa antes do sorteio. Vai ser um reencontro especial. Depois de três temporadas no Botafogo ficou um carinho muito grande da minha parte. Também sei que tem grande parte da torcida que me respeita e tem um carinho especial por mim — disse à reportagem.
JP, capitão e decisivo dos Sounders há cinco anos (mesmo que, agora, seja reserva), trata o confronto entre o time americano e o brasileiro como uma “final” por ser o primeiro jogo. Para ele, é a oportunidade do Seattle somar pontos porque os outros dois confrontos são muito complexos. No entanto, o volante ressalta que o Glorioso tem um orçamento muito maior que sua equipe.
— Sinto que a gente tem esse primeiro jogo com o Botafogo como uma chance de buscar pontos. Sendo realista, a gente sabe que tanto o Atlético de Madri quanto o PSG são jogos dificílimos, então o objetivo principal é ser competitivo. Fazer coisas positivas, aquilo que a gente tem treinado, mas sabendo que qualquer coisa além disso vai ser muito difícil — analisou.
The Bearded João Paulo 🇧🇷 pic.twitter.com/8qOWrdiwek
— Seattle Sounders FC (@SoundersFC) January 26, 2025
— Por nossa parte, temos o pé no chão de entender que vai ser difícil. Por outro lado, a gente sabe que tem que batalhar bastante para conseguir pontos e, principalmente, gente sabe que o Botafogo é o jogo que a gente tem como uma final, porque é o primeiro e a gente sabe que a gente pode medir forças — completou.
Botafogo pode avançar no Mundial? Para João Paulo, dupla europeia é favorita
O ex-Glorioso vê o lado brasileiro com chance de se classificar às oitavas de final, mas todo o favoritismo está com PSG e Atlético de Madrid, elenco superiores, com trabalhos de técnicos mais consolidados e mais ricos.
— Se for analisar o nosso grupo, os dois europeus têm ampla vantagem, sendo bem realista. Óbvio que o Botafogo também tem chance. Mudou bastante o time do ano passado pra esse. Teve algum momento de instabilidade também esse ano. E nas últimas rodadas do Brasileirão tem se reencontrado, jogado melhor. Então, óbvio que tem a chance. Mas a gente sabe que os dois europeus são os favoritos — frisou.
Pelo lado do Seattle, João Paulo quer desfrutar a competição. Ao comentar sobre o clube parisiense, tratou como uma partida que “marca a carreira e a vida”, destacando o nível do time que venceu a Champions League com um sonoro 5 a 0. Sobre os Colchoneros, exaltou os aspectos defensivos que marcam o trabalho de Diego Simeone.
— Vai ser uma tarefa difícil enfrentar o PSG. Ainda mais depois do que eles fizeram no jogo mais disputado, que todo mundo está olhando, contra um adversário que tem uma marcação forte como a Inter, e eles fizeram o que fizeram. Espero ter muita dificuldade. Do nosso lado é tentar ser competitivo e aproveitar o momento, um jogo que marca a nossa carreira, a nossa vida. É tentar desfrutar o momento — afirmou.
— O Atlético tem um perfil diferente de defender primeiro e faz isso muito bem, com maestria, sabe se se portar muito bem quando está sem a bola. Mas também é um time que também quando está com a bola sabe o que fazer, é muito bem treinado. São dois gigantes europeus, com tradição, com muita qualidade, com bons treinadores. Toda a dificuldade que a gente podia esperar antes do sorteio se confirmou com eles na nossa chave.

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Brasileiro comenta polêmica com premiação da Copa do Mundo no Seattle
No último final de semana, durante o aquecimento para o jogo contra o Minnesota United pela MLS, os jogadores do Seattle Sounders vestiram uma camisa com as frases Club World Ca$h Grab” (“Mundial de Roubo de Dinheiro de Clubes”, em tradução livre) e “Fair Share Now” (“Distribuição justa agora”). O objetivo era expôr a divisão de premiação do Mundial considerada pouco igualitária para os times americanos.
A polêmica se dá porque é previsto, por um acordo trabalhista no futebol dos EUA, apenas U$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) para ser dividido pelos elencos de times americanos em premiações de “torneios não previstos”. No caso, a Copa do Mundo de Clubes se encaixa nessa categoria.
Seattle Sounders, Los Angeles FC e Inter Miami, os três americanos na competição, ganharão U$ 9,55 milhões (R$ 53,35 milhões) cada apenas por participar da competição. Os rendimentos podem subir ainda mais, porque é previsto U$ 2 milhões (R$ 11 milhões) por vitória, U$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) por empate e U$ 7,5 milhões (R$ 41,9 milhões) em caso de classificação às oitavas de final.
Adversário do Botafogo na bronca 🤬
— Trivela no Mundial de Clubes 🏆 (@trivela) June 2, 2025
Todo o time do Seattle Sounders estampou camisas criticando a forma como a liga americana vai distribuir a premiação do Mundial aos jogadoreshttps://t.co/vqYihNSQaD
João Paulo está junto de seus colegas na reivindicação pela correção dos valores a serem repassados aos clubes da MLS..
— Com a divisão atual, os jogadores vão receber 10% do total da premiação. Nós, como atletas, estamos reivindicando só o percentual, a gente não está reclamando que o valor é alto ou baixo, nada em relação a isso, mas o percentual. Se pegar os outros elencos nos clubes que vão participar, a gente acredita que esse percentual vai ser mais equilibrado — disse o brasileiro.



