Mundial de Clubes

Chelsea leva um aperto do Al Hilal, mas vence e enfrentará o Palmeiras na final

O Al Hilal cresceu no segundo tempo e criou o bastante para empatar, mas Kepa fez boas defesas, e o campeão europeu conseguiu se segurar

O Chelsea parecia caminhar para uma vitória confortável após um primeiro tempo dominante, mas o Al Hilal aproveitou a queda de rendimento do adversário depois do intervalo e deu um aperto danado no atual campeão europeu. Não conseguiu o empate, e o gol de Romelu Lukaku acabou sendo suficiente para a vitória por 1 a 0 e para marcar o esperado confronto contra o Palmeiras no próximo sábado, às 13h30 (Brasília).

Mas o Chelsea não deixou uma boa imagem. Os dois tempos tão distintos ilustram o momento de um time em oscilação, como no fim de semana quando carimbou a trave do Plymouth, da terceira divisão, várias vezes, teve volume para vencer, mas não conseguiu evitar uma prorrogação. Da mesma maneira, poderia ter feito uma vantagem maior contra o Al Hilal no primeiro tempo, não o fez e correu riscos reais de ser o primeiro europeu eliminado na semifinal.

O último jogo do Chelsea antes de viajar foi contra o Plymouth, da terceira divisão, ocasião em que os técnicos geralmente rodam o seu elenco. Mas como aconteceu depois da pausa de inverno da Premier League (junto com a Data Fifa), não houve tantas mudanças. Thiago Silva e Marcos Alonso entraram na defesa, nas vagas de Malang Sarr e Mason Mount, voltando a um trio de zagueiros com apenas dois meias centrais, Jorginho e Kovacic. No ataque, Callum Hudson-Odoi foi trocado por Kai Havertz. Campeão africano no domingo, Edouard Mendy ficou na reserva, e Kepa foi mantido como titular. Leonardo Jardim mexeu apenas na lateral direita, com Mohammed Al-Burayk na vaga de Saud Abdul Hamid.

E o Chelsea logo se impôs. Com os alas entrando por dentro, cruzamentos para encontrar Lukaku e Ziyech bastante ativo. O marroquino quase abriu o placar com uma batida da entrada da área que passou perto do ângulo, Lukaku exigiu defesa de Al Mayouf. Em uma jogada que envolveu apenas defensores, Christensen cruzou para Azpilicueta, que conseguiu apenas uma raspadinha no meio da área, e Marcos Alonso não chegou a tempo. Eles estavam confortáveis para subir porque o Al Hilal mal ameaçava.

O lance do gol foi uma boa ilustração da superioridade do Chelsea. O Al Hilal teve quatro oportunidades, em situações diferentes, para recuperar a bola e não conseguiu. Tudo começou com Thiago Silva, mesmo bem pressionado dentro da área defensiva, tendo calma para encontrar o passe à lateral esquerda. Kovacic dominou e arrancou por mais de 50 metros, mesmo marcado de perto, ganhando na força e na velocidade. Havertz recebeu na ponta e teve duas oportunidades para cruzar. Yasir Al-Shahrani errou o corte, e Lukaku finalizou da pequena área para abrir o placar.

Mas o Chelsea não matou o jogo. Não abriu mais vantagem. E o Al Hilal sentiu o cheiro de sangue. O ritmo inglês diminuiu, e os sauditas foram para cima. Criaram o suficiente para empatar. Kepa, porém, fez defesas importantes. Saiu do gol na hora certa aos 18 minutos para abafar Marega, que havia recebido um grande passe de Matheus Pereira. Quatro minutos depois, Thiago Silva cortou a tentativa de Ighalo, e Kepa voou no ângulo para espalmar a boa batida de Kanno. Matheus Pereira também levou perigo com a perna esquerda de fora da área, perto da trave.

O Chelsea conseguiu estancar a sangria nos 20 minutos finais. Tocou a bola com um pouco mais de calma, defendeu melhor, quebrou a empolgação do Al Hilal e chegou ao apito final. Agora terá pela frente o Palmeiras. Os campeões sul-americanos podem tirar inspiração dessa partida para a final do próximo sábado, dez anos depois da última vez em que o europeu não ganhou o Mundial de Clubes – o próprio Chelsea, também em fase pouco confiável. O Chelsea continua favorito, e a vantagem técnica e principalmente financeira não desapareceu, mas tem jogo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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