‘Não imprimimos dinheiro’: Al-Hilal explica falta de reforços para Mundial de Clubes
Apesar de investimentos públicos de fundo da Arábia Saudita, clube não fez nenhuma contratação na janela especial
Às vésperas de sua estreia no novo Mundial de Clubes da Fifa, o Al-Hilal terá apenas uma novidade: Simone Inzaghi, que deixou a Internazionale após a final da Champions League para substituir Jorge Jesus. Para o torneio nos Estados Unidos, o clube saudita não fez nenhuma contratação.
E para explicar a falta de reforços, o CEO do Al-Hilal, Esteve Calzada, culpou os jogadores por fazerem exigências financeiras “malucas”. Em entrevista ao jornal “Marca”, o dirigente deixou claro que, apesar de parecer que a Arábia Saudita tem dinheiro infinito, é preciso respeitar os limites orçamentários.
— (Recursos ilimitados) era uma realidade há algum tempo, (mas) agora está se tornando um mito.
Segundo Calzada, empresários e atletas não entendem que agora o Al-Hilal enfrenta restrições no mercado, o que dificultou a busca por novos jogadores na janela de transferências exclusiva do Mundial — que durou entre os dias 1 e 10 de junho.
Al-Hilal muda postura

Em 2023, o Al-Hilal se tornou um dos quatro clubes da elite do futebol saudita a ser controlado pelo Fundo de Investimento Público (PIF). Ao lado de Al-Ittihad, Al-Nassr e Al-Ahli, o governo passou a injetar quantias milionárias nos cofres.
No caso de Al-Hilal, craques como Milinkovic-Savic, João Cancelo e Ruben Neves trocaram a Europa pela Arábia Saudita. Neymar se tornou o reforço mais caro da história da equipe, porém, as lesões atrapalharam sua trajetória.
“O que um jogador ganha na Arábia Saudita sempre será muito maior do que ele pode ganhar na Europa. Mas, claramente, não temos recursos ilimitados, nem imprimimos dinheiro”, ponderou o CEO do Al-Hilal.
Esteve Calzada argumenta que os bastidores do clube saudita foram agitados no mercado, porém, a janela “estranha” e curta impossibilitou fechar acordos a tempo de incorporar as contratações à competição nos EUA.
— (Não contratamos) primeiro porque temos muita confiança no nosso elenco. Segundo, as circunstâncias não eram as ideais, incluindo o fato de algumas pessoas terem enlouquecido com os valores que estão pedindo. Eles acham que podemos atingir qualquer valor.
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O caminho no Mundial

O Al-Hilal começa sua trajetória no Mundial de Clubes na quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pela abertura do Grupo H. Os sauditas também enfrentam Red Bull Salzburg e Pachuca em busca de uma vaga no mata-mata do torneio.



