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O Feyenoord se impõe contra o Slavia em Praga e, depois de 20 anos, reaparece numa semifinal europeia

Um segundo tempo seguro do Feyenoord valeu a classificação, em noite de muitos erros decisivos

Feyenoord e Slavia Praga fizeram uma partida maluca no Estádio De Kuip durante a última semana, pela Conference League, com o empate por 3 a 3 arrancado no minuto final pelos tchecos – e isso após duas viradas no placar. O reencontro no Estádio Sinobo, na República Tcheca, também teria suas doses de loucura. A intensidade se concentrou no primeiro tempo, enquanto chamaram atenção os muitos erros dos times nos lances dos gols. A segunda etapa, contudo, se tornaria decisiva. Foi quando o Feyenoord exerceu um controle evidente do embate e, com dois tentos, garantiu o triunfo por 3 a 1. Será a primeira semifinal continental do Stadionclub em duas décadas.

Para quem esperava um jogo tão bom quanto em Roterdã, os primeiros minutos em Praga foram promissores. O primeiro ataque foi do Slavia, mas o goleiro Ofir Marciano salvou diante de Yira Sor. Já aos dois minutos, o Feyenoord abriu o placar. Após uma cobrança de lateral, a defesa tcheca vacilou e Cyriel Dessers partiu com o caminho livre, para apenas deslocar o goleiro Ales Mandous. A pressão do Slavia pelo empate seria imediata e o Feyenoord também presenteou os adversários com um erro, rendendo o tento aos 14. Orkun Kökçü recuou a bola miseravelmente e Ibrahim Traoré apareceu sozinho na área, sem problemas para guardar.

A partida seguiu aberta, mas o Slavia Praga era mais agressivo. Sor e Peter Olayinka tentariam a virada, com o Feyenoord se safando. Do outro lado, Kökçü buscou se redimir no ataque e a cobrança de falta do defensor atravessou a área sem que ninguém completasse aos 29. As chances podiam não ser tão constantes quanto na ida, mas as duas equipes não abdicavam de atacar e garantiam o entretenimento. Pouco antes do intervalo, os holandeses tiveram duas chegadas perigosas que a defesa tcheca conseguiu travar.

O Slavia Praga voltou para o segundo tempo com mais presença ofensiva, mas dificuldades para romper a marcação adversária. Pelo contrário, o Feyenoord conseguia ser mais perigoso nos contra-ataques. O segundo gol dos holandeses, porém, dependeu de uma grande besteira do goleiro Mandous, aos 14. Dentro da área, o arqueiro travou o pé na hora do passe e deu a bola limpa para Dessers. Gol fácil do atacante, enquanto Mandous ficou desolado e foi consolado até pelo árbitro.

O Slavia Praga caiu muito de nível durante o segundo tempo. O Feyenoord mantinha a partida sob seu controle e dificultava as finalizações dos tchecos. Os holandeses aguardavam o momento certo para contragolpear e matar o confronto. Foi o que aconteceu aos 33. Lançado em profundidade, Luis Sinisterra escapou da marcação e bateu rasteiro para vencer Mandous. A esta altura, o Slavia precisava de um milagre maior que o do jogo de ida. O Stadionclub seguia mais perigoso e, num outro contra-ataque aberto, Mandous salvou contra Dessers. A pá de cal aos anfitriões veio com a expulsão de Taras Kacharaba nos acréscimos, ao impedir um contra-ataque no mano a mano. Fim de linha melancólico.

O Feyenoord pegará o Olympique de Marseille na semifinal, num duelo de antigos vencedores da Champions. E se o Stadionclub ficou atrás dos principais rivais na luta pelo título da Eredivisie, aparecer numa semifinal europeia depois de 20 anos, desde a conquista da Copa da Uefa em 2001/02, é um baita prêmio à torcida. O clube agora é quem mantém a honra dos holandeses nesta reta final de temporada.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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