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“Não têm moral no Shakhtar”, diz técnico do Nordsjaelland

Técnico do Nordsjaelland, Kasper Hjulmand colocou em xeque a moral do Shakhtar Donetsk, após derrota de sua equipe por 5 a 2 na Liga dos Campeões. As reclamações do treinador se concentraram na atitude de Luiz Adriano, que aproveitou um lance no qual a bola era devolvido aos dinamarqueses, em que os defensores estavam parados, para marcar o gol de empate dos Kroty, empatando o jogo por 1 a 1.

“Eu não sei se o Shakhtar é um time de bandidos, mas alguns de seus jogadores, dirigentes e treinadores não têm moral. Antes de tudo, é uma escolha do jogador. Como técnicos, estamos sempre em prol do respeito pelo jogo, do adversário e das regras. Em meu mundo, é uma atitude antidesportiva e um cartão vermelho para Luiz Adriano seria apropriado”, afirmou.

Hjulmand também confessou que esperava que o Shakhtar permitisse um gol de sua equipe após o evento: “Srna parecia favorável a deixar marcarmos outro gol e outros jogadores concordaram. Alguns jogadores olharam para o banco de reservas, mas ninguém sabia o que poderia acontecer”.

Já o capitão Nicolai Stokholm bradou contra a falta de respeito dos ucranianos: “O atacante deles não devia ter feito o gol. Olhei em minha braçadeira e vi algo sobre respeito, mas podemos dizer que não vimos muito isso no jogo. Pensamos que eles dariam o gol para nós. Metade do time parecia assim, mas a outra metade, não”.

Em nota oficial, o Nordsjaelland também julgou a postura do Shakhtar, através do diretor esportivo Jan Laursen: “Espero que meu filho estivesse na cama quando o Shakhtar marcou um gol desse caráter. Uma coisa desse tipo não pode acontecer em nenhum lugar. É muito frustrante passar por isso. Apesar de tudo, voltamos a ficar em vantagem, foi um sentimento forte de irritação”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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