É até difícil começar a escrever um texto sobre Márcio Canuto E NÃO QUERER BOTAR TO-DAS AS PA-LA-VRAS EM CAPS LOCK. O célebre repórter é o melhor exemplo do jornalismo popular e irreverente, aquele que bota o rosto do povo na televisão e presta serviços. Aos 73 anos, Canuto resolveu pendurar o microfone. Deixou a Rede Globo de São Paulo após 21 anos e, em entrevista ao colunista Flávio Ricco, afirmou que deseja “descansar um pouco e curtir a família”. Fica uma lacuna, principalmente na cobertura diária do jornalismo paulistano feita pelo inconfundível “Fiscal do Povo”.

Aproveitando a deixa, vale relembrar os tempos em que Canuto também emprestava o seu estilo inconfundível ao jornalismo esportivo. Ainda em Alagoas, o jeito expansivo do repórter rendia pérolas ao futebol local. Entre o bom humor e a boa história, o veterano ajudou a apresentar alguns grandes personagens que despontavam por lá. Kazu Miura, então aposta do CRB, já ganhou uma matéria impagável apresentada por Canuto. Mas seu grande amigo era mesmo Jacózinho, o craque do CSA que chegou a ser pedido na seleção brasileira, graças à sua habilidade, suas frases galhofeiras e também à visibilidade garantida pelo repórter.

Abaixo, três vídeos: a reportagem com Kazu, Canuto relembrando as histórias de Jacózinho no Sportv e uma matéria do Globo Esporte reunindo os velhos amigos no Maracanã. Imperdível:

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