Itália

Ventura afirma que tentou renunciar antes da eliminação da Itália: “Eu não teria ido à Copa”

Giampiero Ventura tem um lugar ingrato na história do futebol italiano. Foi o comandante da seleção que não conseguiu disputar a Copa do Mundo pela primeira vez em 60 anos. Em entrevista à RAI, o treinador afirmou que tentou pedir renúncia antes do duelo decisivo contra a Suécia, mas os diretores não aceitaram. A declaração causou certa confusão na imprensa italiana porque Ventura recusou-se a pedir demissão imediatamente depois da tragédia. Foi demitido e recebeu salário completo como indenização

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Ventura afirmou que depois da derrota para a Espanha, que basicamente confirmou a Itália na repescagem, começou um processo de deslegitimação “externa” do seu trabalho e que algo parecido já acontecia internamente. Reclamou que não teve respaldo dentro da Federação Italiana, que havia prometido nomear um diretor técnico forte, como Marcelo Lippi, o que nunca aconteceu. 

“Depois do jogo contra Israel, logo após o jogo da Espanha, eu tive que renunciar porque o estádio inteiro vaiava o time nacional. Eu ofereci minha renúncia depois do jogo contra a Macedônia (penúltima rodada da Eliminatória)”, afirmou Ventura. “Eu entreguei minha renúncia aos diretores, dizendo que eles precisavam de alguém que pudesse trazer serenidade porque estávamos em um clima hostil. Minha renúncia não foi aceita, mas eu já havia decidido que, mesmo se nos classificássemos, eu não teria ido à Copa do Mundo”. 

Ventura afirmou que não renunciou depois do duelo contra a Suécia porque não queria ficar marcado como o único culpado pela derrota. “A responsabilidade tem muitos pais. Eu me tornei um bode expiatório para todos os problemas do futebol italiano. Eu me coloquei no lugar do povo italiano e sei que eles estão sofrendo, mas vai passar. Para mim, porém, nunca vai passar, disse. 

Carlo Tavecchio, ex-presidente da Federação Italiana durante a passagem de Ventura, negou que o técnico tenha pedido demissão. “O que eu ouvi são alucinações, simplesmente falsidades”, disse o dirigente à Sportitalia. “Pergunte a Michele Uva e Lele Oriali (outros dirigentes da seleção). Eu não estava no jogo contra a Macedônia porque tive compromissos fora do país, mas Ventura sempre me disse que queria ter uma grande Copa do Mundo. Ele nunca entregou sua renúncia. Suas declarações não correspondem com a realidade. Sempre conversei com Ventura apenas sobre dinheiro e o atendi em todos os aspectos”. 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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