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Zoff ficou para trás, e agora Buffon está a quatro minutos de bater recorde na Serie A

Há pelo menos mais de uma década já sabemos que Gianluigi Buffon entraria para a história, mas isso não significa que ele já se acomodou e parou de escrevê-la. Após segurar o Sassuolo na vitória por 1 a 0 da Juventus, em Turim, na partida de abertura da 29ª rodada da Serie A, o goleiro de 38 anos chegou a 926 minutos sem sofrer gols no Campeonato Italiano, ultrapassando o recorde de 903 minutos de Dino Zoff, na temporada 1972/73, assumindo a segunda colocação do ranking e ficando, agora, a apenas quatro minutos de bater Sebastiano Rossi.

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Aos 23 do segundo tempo da partida desta sexta-feira, Buffon chegou a 904 minutos sem levar gols na Serie A, ultrapassando o até então segundo colocado Dino Zoff, que conseguiu o feito logo em sua temporada de estreia justamente pela Juventus, último clube de sua carreira e que defendeu entre 1972 e 1983.

Zoff era o líder no quesito até 1993/94, campanha em que Sebastiano Rossi, do Milan, chegou a 929 minutos sem sofrer gols. Isso significa que, se Buffon não for vazado nos quatro primeiros minutos da próxima partida, chegará a 930 e ultrapassará o rossonero, tornando-se o recordista absoluto de minutos sem levar gol no Campeonato Italiano.

Não bastasse a coincidência de superar a marca que um antigo ídolo bianconero conseguiu logo em sua temporada de estreia, Buffon poderá chegar ao topo do ranking contra um adversário especial, já que na próxima rodada a Juve faz o Derby della Mole contra o Torino. Uma conjunção de fatores que torna a narrativa de seu iminente recorde ainda mais especial. Antes disso, é claro, ele terá que pensar em como parar Bruno Peres nestes quatro minutos iniciais. Em novembro de 2014, Storari e o restante da equipe não conseguiram.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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