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Tinha de ser com você

O Napoli depende demais de Cavani. A Fiorentina, de Jovetic. O elenco da Lazio é muito pequeno. A Roma tem problemas demais na defesa. O campeonato do Milan começou tarde demais. E a Inter… Bem, a Inter será a rival da Juventus durante a temporada. A um ponto de distância da Velha Senhora depois de 11 rodadas do Campeonato Italiano, o time nerazzurro venceu o clássico da última rodada e renovou a esperança dos torcedores que esperam voltar ao topo do país.

Em constante melhora desde a contratação do jovem treinador Andrea Stramaccioni, em março, a Inter venceu a prova de força e demonstrou que poderá se colocar no caminho de uma Juventus que viu encerrada uma série de 49 partidas de invencibilidade. Mesmo se o tropeço não fizer estragos no lado de Turim, em Milão a vitória serviu para entusiasmar todo o ambiente: são nove vitórias consecutivas na temporada, sete delas pela Série A.

De volta ao esquema com três zagueiros, a Inter conseguiu neutralizar a Juventus por boa parte do jogo e igualar a posse de bola. Como os homens da retaguarda não são necessariamente fortalezas e o melhor da zaga (Samuel) tem 34 anos, o meio-campo de Cambiasso, Gargano e Guarín cumpriu um papel fundamental em filtrar os ataques rivais. Só mesmo Vucinic conseguia furar o bloqueio interista com frequência, porém sem levar perigo. A inserção fatal de Vidal, que valeu um gol para a Velha Senhora nos primeiros segundos de jogo, não voltou a aparecer.

O meio-campo formado por Stramaccioni precisou de quase meia hora, mas depois conseguiu destruir as ações ofensivas do setor comandado por Pirlo. A pressão de Palacio sobre o principal armador bianconero também foi importante para evitar posse de bola tranquila ao time rival. Com um jogo mais rápido e cheio de riscos, a Inter pôde arregaçar as mangas para vencer a partida com seus pontos fortes: linha alta de defesa, roubadas de bola, contra-ataques com passes curtos… E Milito.

Irrepreensível, o atacante argentino foi o melhor em campo. No primeiro tempo, carregava com ele a marcação de Bonucci e, assim, liberava espaços para Cassano e Palacio causarem perigo. Depois do intervalo, sofreu um pênalti, marcou um gol e abriu o caminho para outro: decisivo nas três vezes em que a Inter conseguiu passar por Buffon. Aplicado na defesa e oportunista no ataque, o estilo do time de Stramaccioni chega a lembrar o de José Mourinho na temporada 2009-10. E, assim, Milito rende ao máximo.

Os passos em frente são cada vez mais evidentes e as polêmicas perderam espaço, como é normal em equipes em boa fase – os boatos sobre uma improvável saída de Sneijder, por exemplo, sumiram. O próximo desafio será lidar com a pressão que a Inter certamente receberá nas próximas rodadas. Montado para suportar uma fase de transição, o elenco conta com alguns elos fracos e não tem condições de mudar o estilo de jogo para pressionar os adversários, como se tivesse voltado a ser a equipe gigante de alguns anos atrás. Manter a determinação será a chave do sucesso.

Pallonetto

– Sobre os erros de arbitragem, melhor nem falar. Os juízes continuam protagonistas. Sabe-se lá até quando.

– A derrota na primeira partida disputada pela Juventus em novembro confirma a queda de rendimento da equipe nas últimas semanas de outubro. Com pouca rotatividade no time titular, os homens chave da Velha Senhora parecem cansados demais para um início de temporada. Mas vale lembrar que a equipe bianconera ainda lidera a Série A, continua favorita, e na temporada passada também passou por maus bocados antes de ultrapassar o Milan e ficar com o título.

– Além de Milito, Di Natale (Udinese) e Cavani (Napoli) estariam na lista de possíveis artilheiros de qualquer um que acompanha o Campeonato Italiano. Com sete gols por cabeça até agora, porém, o trio está empatado com Lamela (Roma) e atrás de El Shaarawy (Milan), que marcou uma vez a mais. Se no início da Série A alguém tivesse apostado nessa situação, hoje estaria milionário.

– Seleção Trivela da 10ª rodada: Consigli (Atalanta); Bellini (Atalanta), Glik (Torino), Paletta (Parma) e Pasqual (Fiorentina); Pogba (Juventus), Guarín (Inter) e Parolo (Parma); Cerci (Torino), Di Natale (Udinese) e Nenê (Cagliari). Treinador: Pulga (Cagliari).

– Seleção Trivela da 11ª rodada: Perin (Pescara); Abate (Milan), Spolli (Catania), Paci (Siena) e Nagatomo (Inter); Gómez (Catania), Lodi (Catania) e Cuadrado (Fiorentina); El Shaarawy (Milan), Milito (Inter) e Totti (Roma). Treinador: Stramaccioni (Inter).

– Na Série B, três equipes tentam escapar na ponta: Sassuolo (31 pontos), Verona (28) e Livorno (26). Treze rodadas já foram disputadas. Bem atrás do trio estão Cittadella (20) e Padova (19). Os dois times mais bem colocados sobem para a primeira divisão. O terceiro também se classifica de forma direta caso abra dez pontos de vantagem sobre o quarto lugar. Caso contrário, há um playoff envolvendo do terceiro ao sexo colocado.

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